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Segundo Reinado (1840-1889). - Coggle Diagram
Segundo Reinado (1840-1889).
Parlamentarismo ás avessas.
Não seguia o modelo britânico. No Reino Unido rei reina, mas não governa (quem manda é o primeiro-ministro)
N o Brasil quem tinha plenos poderes era o rei (o rei reina e governa)- Poder moderador.
Liberais e conservadores.
Pela manutenção do poder, liberais e conservadores deixaram suas diferenças de lado para manter seus privilégios (latifundiários, donos de escravos...): nada mais parecido com um luzia (liberal) do que um saquarema (conservador) no poder.
Guerra do Paraguai.
Existem duas análises.
A guerra foi resultado dos interesses imperialistas da Inglaterra: porque o Paraguai crescia economicamente, tornando-se um concorrente.
A guerra seria resultado dos interesses geopolíticos da América Latina.
Paraguai: saída para o mar.
Argentina: anexar territórios, reconstruindo o antigo vice-reinado do Prata.
Brasil: acessar a região central do país através da bacia do Prata e controlar a navegação do Paraguai em seu território.
Paraguai aprende um navio brasileiro - dando início a guerra.
Consequência da guerra: Brasil (endividamento, fortalecimento das forças armadas, sensibilidade das forças armadas com a causa abolicionista, o imperador perde a imagem de um homem culto...) e Paraguai: interrompimento do crescimento econômico e morte de grande parte da população masculina adulta.
Crise do Segundo Reinado.
A questão religiosa.
O papa Pio IX proibirá o acesso de maçons aos quadros da Igreja Católica.
A maioria da elite brasileira era da maçonaria.
O imperador, através do beneplácito (o rei acataria ou não as ordens do papa no Brasil), permite que os maçons frequentem a Igreja Católica no Brasil.
Muitos bispos (Olinda e Pará) expulsam os maçons de suas paróquias, o rei autoriza a punição dos mesmos.
Estes conflitos demonstram a ruptura das relações entre a Igreja Católica e o imperador.
Questão Militar.
Após a guerra do Paraguai as forças armadas passam a exigir melhores salários e condições.
Influencia das ideias positivistas: influenciou os militares, pois trazia a ideia de que seriam os únicos capazes de salvar a nação.
Foi um série de conflitos entre os militares e o império, onde os militares passaram a exigir melhores condições, questionar seu papel na sociedade e poder opinar publicamente. Como o império não se sensibilizou com a causa militar, esses conflitos resultaram no afastamento das forças armadas do imperador.
Questão abolicionista.
Os ingleses começaram a pressionar o Brasil pelo fim da escravidão - bill abeerden (1845)
A Inglaterra já havia entrado no sistema capitalista: era necessário mais mercado consumidor (lembre-se que escravo não recebe salário, logo não consome).
Lei Eusébio de Queiroz (1850): põe fim ao tráfico de escravos.
Migração interna de escravos: as áreas decadentes (Nordeste) passam a vender escravos para as áreas ascendentes (Sudeste).
O dinheiro que deixou de ser usado no tráfico passou a ser usado na criação de fábricas - pequeno surto industrial (Mauá).
As ideias racistas da época.
Imigração subsidiada: o governo brasileiro auxiliava na vinda do imigrante branco (eram utilizados como mão de obra e serviriam para "melhorar" a nossa população).
As condições dos imigrantes não eram as melhores possíveis, eles não tinham acesso a terra e chegavam com o objetivo de trabalhar.
Três correntes a favor da abolição: abolicionista (abolição imediata), emancipacionista (lenta e processual) e a escravista (indenização pelos escravos libertados).
A princesa Isabel assina a lei Áurea.
Libertou os escravos (não gerou condições de acesso do ex-escravo a sociedade) e não indenizou os proprietários de escravos.
Por não serem indenizados pelos escravos perdidos, os proprietários passam a aderir a causa republicana. O imperador perde o apoio da elite latifundiária.