A operação apoia medidas que visam a reduzir o recente aumento do desmatamento e dos incêndios florestais no maior estado da Amazônia brasileira. No entanto, a vastidão da área florestal, a capacidade institucional limitada do estado, a multiplicidade de partes interessadas envolvidas e a complexidade da jurisdição fundiária (nem todas as florestas no território do estado estão sob a responsabilidade do governo estadual) dificultam a eliminação dos riscos de desmatamento ilegal ou incêndios florestais. Os riscos também estão atrelados à possibilidade, conforme observado no passado, de que a falta de recursos financeiros ou políticos limite a credibilidade das instituições responsáveis pela implementação e monitoramento das ações ambientais, ou que a própria dimensão do Amazonas impeça as instituições estaduais de terem alcance suficiente para fazer a diferença. A necessidade de cooperação efetiva entre autoridades estaduais e federais também é uma área de preocupação. Esses riscos são mitigados por maiores dotações orçamentárias, apoiadas pelo DPF, dedicadas a ações ambientais no estado, inclusive a partir de novas fontes de receita obtidas por meio de concessões. Além disso, o foco da operação em aumentar a credibilidade da infraestrutura ambiental do estado e vinculá-la aos esforços federais e comunitários introduz sistemas de incentivos e amplia a coalizão para reduzir o desmatamento em todo o estado. A natureza crítica das reformas apoiadas por esta operação, o cumprimento de normas socioambientais internacionais, a coordenação com parceiros internacionais e a assistência técnica complementar fornecida pelo Banco e por outros parceiros também ajudam a mitigar alguns desses riscos. Os riscos restantes devem ser tratados com base no custo da inação.