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Tut 08 - MD 303 Meningoencefalites - Coggle Diagram
Tut 08 - MD 303
Meningoencefalites
Definição
Encefalite
processo inflamatório no
parênquima encefálico
associado à evidência clínica
de disfunção encefálica
Meningoencefalite
inflamação das
meninges e do cérebro
meningite
X
Cefalite
ponto de vista
da clínica
achados mais
comuns na meningite
cefaleia, febre,
letargia e meningismo
sinais de irritação
meningea
rigidez de nuca,
Kernig e Brudzinski
achados mais
comuns da encefalite
alterações de funções
ou sinais neurológicos
focais
Epidemiologia
encefalites
epidemiologia
do acometimento
dependente do
tipo etiológico
No Brasil
2019
ocorreram 2.431 internações
por causa de encefalites virais
região
nordeste
44% de todos
os casos.
maior incidência
população pediátrica
Etiologia
Infecciosa
maioria das vezes estão
relacionadas com infecções virais
agente mais comum
herpes vírus simples
outros
agentes
HIV, Enterovírus, EBV,
HSV-6 e Arbovírus
bactérias e
protozoários
Pós-infecciosas
(infecção ou vacinação)
exemplo
encefalomielite disseminada
aguda (ADEM)
surge após um
quadro infeccioso
viral (herpes) ou bacteriano
(Mycoplasma pneumoniae)
Autoimunes e
paraneoplásicas
associadas com autorresposta
do sistema imune
contra receptores
proteicos no encéfalo
culminando
em inflamação
canceres mais
associados
pulmão, de
testículos e de timo
principais
anticorpos
Hu, Ma2, CRMP5,
NMDA e Caspr2.
Patogenia
mecanismos
patogênicos
dependem
da etiologia
podendo ser dividida
em dois modos
Direto
existem 3
possíveis vias
hematogênica
quando há infecção do endotélio
dos pequenos vasos
leucócitos infectados chegam ao
SNC através dos plexos coroides
Herpes e
Arbovírus
difusão
ocorre infecção através
da difusão centrípeta
a partir de
nervos periféricos
Raiva
olfativa
muito relacionada
com as infecções
herpes, poliomielite
e arbovírus.
Indireto
ocorre através de
mecanismos imunológicos
mediado por
células T ativadas
reconhecem antígenos da
mielina e causam a lesão.
Quadro
Clínico
caracteriza-se
instalação aguda
ou subaguda
cursando
alterações no
estado mental
crises convulsivas ou
alterações cognitivo-
comportamentais
sinais neurológicos
focais
hemiparesia, distúrbio
da linguagem
clínica relacionada
ao herpes vírus
infecção
aguda cursa
quadro de
gengivoestomatite
após essa
fase inicial
vírus se aloja no
gânglio trigeminal
assume forma
latente
reagudização
da infecção
causa lesões cutâneas
papulovesiculares
e pruriginosas
algum ramo
do trigêmeo
Com a
reativação
vírus pode
alcançar o SNC
por duas
vias:
terminações nervosas
do nervo olfatório
terminações trigeminais
que inervam as meninges
Diagnóstico
diagnóstico
da encefalite
baseado
anamnese com
o exame físico
complementado com a
neuroimagem e o estudo do líquor
exames
auxiliares
eletroencefalograma e
exames laboratoriais
neuroimagem
extrema
importância
sendo o exame
de maior acurácia
RNM
além de diagnosticar
uma encefalite
sugere possíveis
etiologias
por ex.,
acometimento
lobo temporal
fala a favor de encefalite
viral por HSV-1
acometimento de
estruturas límbicas
sugere uma etiologia
imune ou paraneoplásica
acometimento
multifocal
relacionado com os
quadros pós-infecciosos
Exame
do líquor
fundamental na avaliação
dos processos inflamatórios
das meninges
e do encéfalo
achados no líquor
na encefalite
pleocitose
aumento do
nº de células
predomínio
de linfócitos
proteínas um
pouco aumentados
glicose normal
hemácias
em especial no
caso de HSV-1
definição
diagnóstica
culturas, PCR e
painel de anticorpos.
Qual exame
solicitar primeiro?
líquor ou a
neuroimagem?
Depende
da suspeita
suspeita de
lesão de massa
paciente apresenta
sinal neurológico focal
edema de papila (papiledema), alterações do nível de consciência, convulsões de início recente
imagem deve ser
realizado primeiro
na ausência de
comemorativos
opta-se pela
punção
Tratamento
tratamento
das encefalites
feito de acordo
com a etiologia
realizada de
forma direcionada
medidas iniciais
adotadas
ATB empírica
quadro agudo sugestivo
de meningoencefalite
Abordagem
direcionada ao HSV-1
etiologia mais comum
de encefalite fatal
cursa com um
quadro agudo
sintomas
inespecíficos
acometimento predominante
das regiões temporais
neuroimagem
aumento da celularidade
com predomínio de linfócitos
análise do liquor
positivação
viral no PCR
confirmação
diagnóstica
tratamento
Aciclovir EV, 10 mg/kg de
8/8h por 14 – 21 dias
Todos casos de
encefalite viral aguda
tratados em unidade
de terapia intensiva
controle de
crises epiléticas
fenitoína IV
medidas
gerais
manutenção da respiração, ritmo cardíaco,
balanço hídrico, à prevenção da TVP
Encefalomielite disseminada
aguda (ADEM)
Abordagem
É uma encefalite
pós-infecciosa
caracterizada
por ser uma
doença desmielinizante
aguda do SNC
multifocal, monofásica,
imunomediada
acometendo principalmente
a faixa etária pediátrica
80% dos caso
leve predomínio
no sexo masculino
sinais clínicos
são inespecíficos
febre, sinais
meníngeos e encefalopatia
achados radiológicos mostrando
o acometimento multifocal.
aumento na celularidade com
predomínio de linfócitos (LCR)
agentes etiológicos
mais associados
vírus (Herpes
e Enterovírus)
bactérias, em especial a
Mycoplasma pneumoniea
Tratamento
baseado em corticoterapia,
altas doses e imunoglobulinas
metilprednisolona 20–30
mg/kg/dia por 5 dias
seguida de
prednisolona oral 2mg/kg/dia
por 6 – 8 semanas
imunoglobulinas
400mg/kg/dia
por 3–5 dias IV
Imunomediada
e paraneoplásica
Esses quadros são
divididos em dois tipos
alterações
de anticorpos
direcionados contra os
antígenos intracelulares
(onconeurais)
relacionados com a
condição paraneoplásica
anticorpos
anti-superfície
(celular)
relacionado a condição
imunomediada
Tratamento
direcionado pela
condição subjacente.
encefalites
imunomediadas
terapia
imunossupressora
pulsoterapia
com corticoide
associada com imunoglobulina
ou plasmaferese
encefalites
paraneoplásicas
possuem um
prognóstico reservado
tratamento é
basicamente oncológico
rastrear a neoplasia
e trata-la