Gota secundária
A gota secundária é aquela que surge durante o desenvolvimento de outras doenças: leucemia, linfoma, drepanocitose, outras anemias hemolíticas, psoríase, hiperparatireoidismo, insuficiência renal, estados de hiperinsulinemia ou resistência à insulina.
O período intercrítico da gota tem duração bastante variável.Uma segunda crise de gota pode acontecer entre seis meses ou mesmo 10 anos, mas na maioria das vezes acontece entre seis e 24 meses após a primeira crise
Na fase de gota crônica, os períodos livres de sintomas desaparecem. O paciente apresenta quadro de dor contínua em mais de uma articulação, associada a outros sinais de inflamação, como edema e calor, que levam a deformidades.
É nesta etapa que surgem também os tofos (nódulos resultantes do acúmulo de cristais de ácido úrico). Geralmente, os tofos são indolores e aparecem em várias partes do corpo, limitam a mobilidade da articulação perto da qual se localizam ou ulceram e drenam uma secreção que lembra pó de giz molhado
Durante toda a evolução da gota, o aumento do ácido úrico no sangue (hiperuricemia) pode causar dano aos rins.
A deposição crônica de urato nos rins pode levar a perda de função renal e formação de cálculos renais. Sabe-se que homens com gota têm duas vezes mais chance de ter cálculos renais do que homens sem gota.
A gota é causada pela presença de níveis mais altos do que o normal de ácido úrico na corrente sanguínea. Isso pode ocorrer se o corpo produzir ácido úrico em excesso ou se tiver dificuldade de eliminar o ácido úrico produzido.