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Bio - Neurotransmissores e Neuromoduladores - Coggle Diagram
Bio - Neurotransmissores e Neuromoduladores
Transmissão Sináptica
Pré-sinápticas
1.1 Síntese da substância neurotransmissora - que pode ocorrer no soma ou nos botões terminais.
1.2 Armazenamento e liberação do neurotransmissor
Pós-sinápticas
2.1 Interação do neurotransmissor como o receptor
2.2 Remoção do neurotransmissor da fenda sináptica
O conceito de
Neurotransmissor Químico
tornou-se familiar no início da década de 1930, depois que Otto Loewi demonstrou a liberação de
Aceticolina
(ACh) a partir das terminações do nervo vago no coração da rã.
Um mesmo neurônio pode pode alojar diversas substância que atuam na transmissão sináptica.
Neurotransmissores
são substâncias que exercem sua ação diretamente sobre a membrana pós-sináptica produzindo nela um potencial pós-sináptico (excitatório ou inibitório).
Requisitos para uma substância ser um neurotransmissor:
ser sintetizada no neurônio;
estar presente no terminal pré-sináptico e ser liberada em quantidade suficiente para exercer uma ação definida sobre o neurônio pós-sináptico ou órgão efetor;
quando administrada de maneira exógena (como uma droga), em concentrações razoáveis, imitar exatamente a ação do neurotransmissor endógeno;
existir um mecanismo específico para sua remoção do sítio de ação ou de ligação (local ao qual o neurotransmissor se uni).
A Neurotransmissão Química consiste na liberação, pelo terminal axônico, de uma molécula neurotransmissora que atravessa a fenda sináptica e se liga a um receptor macromolécula protéica - pós-sináptico, provocando nele uma mudança conformacional.
Se o receptor for um canal iônico (macromolécula proteica que possui no interior dela o canal, e é ativada pelo neurotransmissor para permitir a entrada ou saída de íons do neurônio), os chamados
receptores ionotrópicos
, rapidamente se produz um potencial elétrico na membrana da célula pós-sináptica.
Se o receptor não for um canal iônico,
receptores metabotrópicos
(macromolécula proteica ligada a uma proteína localizada no interior do neurônio), a mudança conformacional dele poderá ativar moléculas intermediárias, localizadas no interior da célula pós-sináptica, como a proteína G por exemplo.
Tal proteína vai influenciar, direta ou indiretamente, canais iônicos próximos da membrana pós-sináptica, o que poderá resultar na produção de um potencial pós-sináptico.
Nos dois casos anteriormente relatados, teremos a substância química que se ligou aos receptores, ionotrópico ou metabotrópico, atuando como um neurotransmissor.
Como os neurotransmissores apresentam dois efeitos gerais sobre a membrana pós sináptica (
PPSE - despolarização e PPSI - hiperpolarização
), poderia se esperar que existissem apenas dois tipos de neurotransmissores:
um excitatório e um inibitório
. Contudo existem muitos tipos diferentes.
No encéfalo, a maior parte da comunicação sináptica é feita por dois neurotransmissores: um com efeitos excitatórios (
glutamato
) e outro com efeitos inibitórios (
GABA
). Um outro neurotransmissor inibitório, a
glicina
, é encontrado na medula espinhal e no tronco cerebral.
Completando a lista de substâncias químicas que tem ação neurotransmissora no SN encontramos: acetilcolina, epinefrina, dopamina, histamina, norepinefrina, serotonina e adenosina.
Neuromoduladores
Substância atuante na sinapse, não somente na membrana pós-sináptica como também na pré-sináptica ou em vesículas, influenciando a ação do neurotransmissor sem modificá-la essencialmente,ou seja, modulando-a.
Por ocorrerem em espaços de tempo prolongados, podendo durar minutos em oposição à neurotransmissão que dura milissegundos, tais processos são denominados de neuromodulação.
Neuromoduladores mais conhecidos encontram-se os peptídeos (vasopressina, ocitocina, CCK, encefalinas, etc) e os gases (óxido nítrico e monóxido de carbono).