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O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA - Coggle Diagram
O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA
Sub-humanidade
A tragédia que estamos vivendo pode ajudar as pessoas a responder se somos de fato uma humanidade.
Estamos devastando o planeta e criando desigualdades entre povos.
É naturalizada a existência de uma sub-humanidade que vive na miséria e não possui chance de sair dela.
Estes representam uma camada rústica e orgânica que fica agarrada na Terra.
Coronavírus
Descaso dos governos
Critica a importância dada a economia em um momento onde a prioridade deveria ser a saúde do povo
"Governos burros acham que a economia não pode parar. Mas a economia é uma atividade que os humanos inventaram e que depende de nós."
Ailton comenta como o nosso modo de vida baseado em consumo foi o fator mais afetado pelo coronavírus, enquanto a natureza segue normal.
"Não fazemos falta na biodiversidade, há muita vida além de nós."
"A natureza segue."
"Temos que abandonar o antropocentrismo".
Apenas o mundo artificial dos povos humanos entrou em crise
Comparação
Indígenas já viviam em um confinamento voluntário em suas reservas.
Isolamento diferente de quem vive em uma grande metrópole, pois em seu dia a dia plantam árvores, milho, estão em contato com a natureza.
Ailton possui uma comunhão com a natureza que vê ser desvalorizada por muitos habitantes das cidades.
"As cidades são sorvedouros de energia: se faltar eletricidade, as pessoas morrem fechadas nos seus apartamentos, sem conseguir descer".
Livro de 2020
Autor Ailton Krenak
Questão índigena e ambiental
Indígenas já vivem refugiados a muito tempo,em uma reserva que não é justa.
Se durante um tempo eram os povos indígenas que estavam ameaçados de ruptura, hoje todos correm o risco de não serem suportados pela Terra.
"(...) Nos alienamos desse organismo que somos parte, a Terra, passando a pensar que ela é uma coisa e nós, outra: a Terra e a humanidade"
Já estavam de luto pelo Rio Doce.
Citações
Michel Foucalt
Obra "Vigiar e Punir"
"Na sociedade de mercado em que vivemos o ser humano só é considerado útil quando está produzindo."
Embasa a argumentação de que o governo age com descaso em relação as populações de risco porque a morte dessas pessoas seria benéfica, visto que elas representam gastos no sistema capitalista.
Carlos Drummond de Andrade
Versos "Stop./ A vida parou/ ou foi o automóvel?"
Analogia com o momento que estamos vivendo, onde o mundo se encontra, como diz o autor, em uma suspensão.
Domenico de Masi
Sociólogo italiano que citou a obra "A peste", de Albert Camus em um artigo sobre a pandemia.
Estabelece relação entre a peste e o infortúnio dos homens.
Citado no livro pelo autor para sustentar a ideia de que não devemos voltar a normalidade, ou seja, àquele ritmo de vida que possuíamos antes. A pandemia deverá nos modificar para melhor.