A partir de dados histopatológicos, temos evidência de que a fibrocartilagem entesal (inserção dos tendões aos ossos) é o primeiro e principal alvo na resposta imune. Teoricamente, células imunocompetentes poderiam ter acesso aos antígenos derivados da fibrocartilagem oriundos dos vasos sanguíneos da medula óssea. Acredita-se ainda que outros genes, além do HLA-B27, possam estar envolvidos, entre eles HLA-B60, HLA-B61, HLA-DR8, HLA-DRB1 e MICA.11 Além da localização do HLA-B27 no braço curto do cromossomo 6, foram identificadas regiões suscetíveis nos cromossomos 1p, 2q, 6p, 9q, 10q, 16q e 19q.16,18–20. A positividade do antígeno HLA-B27 também parece implicar em maiores níveis de TNF no humor aquoso de pacientes com uveíte ativa. Um estudo recente tem demonstrado um fator protetor feminino atribuído aos estrógenos, por induzir a síntese constitutiva do óxido nítrico, a diminuição na expressão de moléculas de adesão (seletina E) e a modulação nos genes que promovem o aparecimento de citocinas pró-inflamatórias, como interleucinas IL-1, IL-6 e TNF-α.