Gravidez ectópica: Todas as mulheres que estiverem em período reprodutivo, deve-se pensar em gestação, principalmente ectópica. Sinais e sintomas: Amenorréia, sangramento fora do comum (irregular) e dor aguda, são sugestivos de ectópica. Quando ocorre a gestação na tuba, só vai doer a partir do momento em que começa a distender, ter isquemia ou inflamar a tuba, ou se romper vai haver sangue na cavidade. Gestação inicial de quatro/cinco semanas que ainda não tem o embrião formado (um saco gestacional pequeno) isso as vezes não vai doer. Mas se tiver uma dor importante, pode pensar que rompeu. Mulher, com história de dor pélvica aguda e sinais de choque hipovolêmico, a principal causa disso é gravidez ectópica rota. Terá uma alteração hemodinâmica, faz o ABCDE da paciente e fazer o diagnóstico o mais rápido possível - pede teste de gravidez, ultrassom da pelve para ver se tem a presença de líquido livre ou avaliação do fundo do saco vaginal (urocentese), pois pode levar a morte. Quando tem ruptura da tuba ou uma distensão anexial é comum ter dor referida no ombro direito (devido a origem embriológica - inervação de C3 a C5). Diagnóstico: Exame abdominal - se tiver dor a palpação e defesa abdominal que é o abdômen em tábua (em um ou ambos os quadrantes inferiores). Se houver hemoperitônio e for rotuoso pode haver uma distensão abdominal, tem descompressão brusca positiva (DB +) não só no ponto de Mc Burney, mas em qualquer local da barriga e tem diminuição dos ruídos hidroaéreos difusamente. Exame ginecológico - geralmente é muito doloroso. Tem dor ao grito de Douglas toque no fundo do saco vaginal com presença de dor), dor nos anexos e pode sentir a presença de uma massa anexial quando o embrião estiver desenvolvido, as vezes até antes de romper. Principais locais de gestação ectópica: O principal local de gestação ectópica é tubária, na ampola (A). Pode ter em todos os locais - fímbrias, istmo, corpo, ovário (raro), região cervical, intra abdominal, tem casos intra hepáticos. Tratamento: Tem duas possibilidades, mas depende se é gravidez ectópica rota ou não, depende da idade gestacional, como está o desenvolvimento do embrião e o tamanho do saco gestacional. Geralmente o tratamento é cirúrgico (laparotomia ou laparoscopia), espera-se que seja laparotomia que é minimamente invasivo para poder poupar o máximo de estrutura e perda sanguínea. Pode ter um tratamento clínico com metotrexato (análogo ao ácido fólico que inibe a di-hidrofolato redutase - impede a síntese de DNA) impede o desenvolvimento embrionário. Critérios para o tratamento clínico: Contraindicações absolutas para uso de metotrexato - instabilidade hemodinâmica, gravidez ectópica rota, incapacidade de aderir ao acompanhamento (pois é quimioterápico), amamentação, imunodeficiência, alterações hepáticas (hepatopatia crônica ou alcoólica), alterações sanguíneas persistentes (trombofilias), antecedentes de sensibilidade ao metotrexato, alterações pulmonares ativa, úlcera péptica, distúrbio hepático, renal ou hematológico; Contraindicações relativas - saco gestacional maior que 3,5 cm (tem discordância na literatura, alguns dizem que o saco gestacional precisa estar menor que 4 vbcm) e quando já existe atividade cardíaca do embrião.