Até 1885, as folhas da coca eram levadas da América do Sul para outros países, onde se ramificava a produção a outros produtos, entretanto perdia-se muito do volume de carga de cocaína nas viagens longas. Em 1885, um químico, trabalhando para indústria farmacêutica Parke Davis, desenvolveu A logística e a precificação foram simplificados, e o consumo de cocaína semi-refinada aumentou em larga escala. Assim, houve uma rápida adesão de muitas indústrias farmacêuticas utilizando a cocaína em seus muitos produtos. Como não haviam complicações legais, legislações referentes a comercialização e nem fiscalização, a cocaína tornou-se presente em farmácias, mercearias e bares. Uma única fábrica, em 1885, oferecia cocaína em 15 diferentes formas, incluindo cigarros, charutos, inalantes, cristais, licores e soluções. Consequentemente, episódios fatídicos envolvendo o uso da droga se tornaram notórios no início dos anos 20. O problema, que já estava numa crescente significativa, chegou a níveis impensáveis: surgiram comercialmente seringas hipodérmicas, facilitando a chegada de uma maior quantidade de cocaína na corrente sanguínea.
O retorno do uso abusivo de cocaína nos últimos 30 anos não possui explicação clara. No início da década de 70, a literatura científica não produzia conteúdo suficiente para que a noção sobre os riscos e os agravamentos sobre o uso da cocaína chegassem aos consumidores. Justamente nessa década, cria-se uma cultura de que a droga é inofensiva e que não causa dependência, armando o cenário perfeito para o uso “recreativo”. Foi a partir dos anos 80, com o aumento da oferta de cocaína no mercado de todos os países americanos, que essa concepção começou a mudar. O aumento da oferta deu-se principalmente por um desenvolvimento de capacidade de produção, logística e comercialização por meio dos cartéis de traficantes sul-americanos. Essa maior oferta, com um preço muito menor, condicionou o uso difundido nas cidades, com muita diversificação. Segundo informe do NIDA (National Institute of Drug Abuse), em 1994, o consumo ocasional e o regular de cocaína diminuíram, ao passo que o consumo freqüente aumentou.