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ATENÇÃO DOMICILIAR Ana Luiza Araujo Martins Rodrigues, com a implantação…
ATENÇÃO DOMICILIAR
Ana Luiza Araujo Martins Rodrigues
Política Nacional de Atenção Domiciliar
PNAD
3 níveis
AD3
AD1
responsabilidade das equipes da APS
uma vez por mês
apoiadas pelos NASF, ambulatórios de especialidades e reabilitação
AD2
Equipes Multiprofissionais de AD
(EMAD)
apoiadas pelas equipes
multiprofissionais de apoio (EMAP)
não substituem as APSs
referência e contrarreferência (fluxo) ainda dificultado
destinados a
AD1
*problemas de saúde controlados/compensados
*dificuldade ou impossibilidade física de locomoção à UBS
*cuidados de menor complexidade
*menor necessidade de recursos de saúde
*dentro da capacidade de atendimento da UBS
AD3
*dificuldade ou impossibilidade física de locomoção à UBS
*recursos de saúde e acompanhamento contínuo e uso de equipamentos
*procedimentos: oxigenoterapia, ventilação
mecânica não invasiva, diálise peritoneal e paracentese.
AD2
*dificuldade ou impossibilidade física de locomoção à UBS
*recursos de saúde e acompanhamento clínico contínuo
*grande gama de procedimentos domiciliares
5 etapas para definir o cuidado domiciliar
Aderência do usuário e da família ao acompanhamento (engajamento e corresponsabilização);
Autorização do usuário e da família
(termo de consentimento que deverá ser anexado ao prontuário);
Análise da infraestrutura domiciliar
(avaliação para análise de caso, classificação da complexidade e determinação do plano de cuidados)
Avaliação da Resolutividade da VD
Avaliação da razoabilidade da VD
(A VD é a melhor alternativa)
“modalidade de atenção à saúde substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde”
tarefa da APS- ESF
acesso,integralidade e cuidado ao longo do tempo
VISITA DOMICILIAR (VD)
abordagem da família
reconhecimento dos determinantes sociais presentes
observação ativa
critérios claros e efetivos para inclusão de pacientes
evitar dispêndio de tempo
evitar negligência de situações que necessitam
não sistematizados
vulnerabilidade, clínica individual
individualização dos casos, mas critérios globais
organização e planejamento
classificação
VD meio
instrumento de conhecimento familiar
VD fim
objetivos específicos de atuação pré-determinados
VD para doenças
VD para pacientes terminais
VD para avaliação do contexto
VD de acompanhamento após alta hospitalar
reunião da equipe
discussão e priorização de casos
motivador
escolha do profissional
etapas burocráticas
definição de
horário de visita
meio de transporte
material necessário para a visita
o itinerário
durante a visita
Legitimar o papel do ACS nas equipes de APS em que se faz presente, deixando-o encabeçar a entrada no domicílio
Verificar previamente se cães ou outros animais domésticos não oferecem riscos para a equipe;
Solicitar formalmente antes de adentrar o recinto: “Com licença, posso entrar?”
Determinar o melhor local para a anamnese, avaliando a necessidade de respeitar a privacidade do paciente
Conduzir uma anamnese que apresenta vários sujeitos (minimamente os familiares presentes e os membros da equipe) - vários canais de comunicação
Realizar o exame físico e os procedimentos necessários superando as barreiras do domicílio;
Ao final da consulta, estabelecer encaminhamentos claros e pactuar papéis dos atores envolvidos
conhecer o contexto familiar e social e entender o adoecimento holisticamente
observar ambiente interno, riscos domiciliares, sociais e comunitários
EVOLUÇÃO NO BRASIL
VD substituída por serviços ambulatoriais, pelos hospitais e por consultórios particulares
entidades religiosas
medicina privada e entidades filantrópicas
VD por agentes Sanitários
hospital´como principal responsável pelo cuidado
superespecialização
modelos Flexnerianos e Bismarckianos
vigilância à saúde e punição
Getúlio Vargas e Hansníase
Serviço de Assistência Médica
Domiciliar de Urgência (SAMDU)
1949
vinculado ao Ministério do Trabalho
primeira opção de atendimento domiciliar brasileira organizada como serviço
Serviços de Atenção Domiciliar
impulsionados pelos serviços municipais de saúde
após Conferências de Saúde
serviços de apoio a hospitais
Programa dos Agentes Comunitários de Saúde
(ACS)
responsáveis por estabelecer elos entre o serviço de saúde e a população
Programa Saúde da Família
atenção à saúde como prevenção,
promoção, tratamento, cura e reabilitação
consolidação da APS
VD ferramenta de assistência
focada na população menos favorecida
regulamentação da internação domiciliar no SUS
1998
regulamentação da ventilação mecânica não invasiva para pacientes específicos por equipes específicas
2001
assistência domiciliar no SUS e modalidade assistencial à Saúde do Idoso
2002
inclusão de doenças elegíveis para cadastramento em oxigenoterapia domiciliar
2008
Serviço de Assistência Domiciliar x APS
sem intercooperação
legislação sobre AD em serviços suplementares e privados ainda é regida
pela RDC nº 11/2006 da ANVISA.2
dias atuais
integrados apenas em 2011 pelo Ministério da Saúde
definição dos níveis de complexidade
PNAB definiu a VD e a AD dentro do processo de trabalho das equipes da APS
2006
PROFISSIONAL VISITADOR
habilidades
1.Protagonizar a tomada de decisões complexas;
Exercer a criatividade na prática de suas atividades clínicas;
Adaptar a melhor evidência científica para um contexto real;
Gerenciar conflitos familiares;
Incrementar a relação equipe-família;
Executar procedimentos com equipamentos mínimos e sem estrutura física ideal;
Atender independentemente do ciclo de vida das pessoas;
Abordar a família sob o ponto de vista social, clínico e sistêmico;
Reconhecer os elementos presentes na rede de apoio social;
Apoiar o cuidador do ponto de vista clínico e de aquisição de competências;
Classificar a complexidade do cuidado;
Lidar com situações de violência familiar e comunitária.
Classificar a vulnerabilidade funcional e familiar
atitudes
Empatia e disponibilidade para discutir situações fora do contexto da saúde.
Humildade ao adentrar o terreno do outro;
Respeito pelas crenças e modelos explicativos familiares do processo saúde-adoecimento;
Busca por consenso com a família na definição de metas de cuidado;
Discernimento para entender elementos antropológicos que interfiram no cuidado;
Observação ativa da família, do domicílio e da vizinhança;
Disponibilidade para ouvir e adaptar condutas à realidade local;
Neutralidade em conflitos familiares, procurando estabelecer vias de diálogo;
Autoconhecimento para evitar que crenças pessoais ou sentimentos negativos em relação aos demais atores afetem a ação em saúde;
Vínculo com a família para se configurar como a fonte contínua de cuidados;
Desprendimento para abordar a morte e o luto de acordo com a crença de cada familiar;
Posicionamento claro diante de situações de violência familiar.
conhecimentos
A aplicação da melhor evidência clínica científica disponível para cada quadro clínico;
A técnica ideal de procedimentos comuns e suas possíveis adaptações;
O tratamento de situações pouco usuais na clínica ambulatorial;
A determinação social da saúde e suas vertentes;
Representação gráfica, classificação e abordagem familiar;
Gerenciamento de casos complexos e elaboração de planos de cuidados;
Instrumentos de avaliação de autonomia e mobilidade;
Instrumentos de avaliação de sobrecarga e abordagem do cuidador;
Formas de construção de redes de apoio social;
Noções de antropologia para entender a cultura local e transformar empecilhos em soluções;
Classificação da complexidade do cuidado;
Cuidados paliativos e a terminalidade da vida;
Óbito no domicílio e orientações funerárias;
Planejamento e gerenciamento de fluxos de atuação no domicílio.
formação específica necessária
residências em Saúde da Família têm respondido parcialmente às demandas
com a implantação do SUS