Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
DEGENERAÇÕES VERTEBRAIS, Alunos: Thamyres brito, Maria Beatriz, Giovana…
DEGENERAÇÕES VERTEBRAIS
Disco intervertebral
Função: suportar e dissipar carga que incide na coluna, ao mesmo tempo em que permite movimento entre as vértebras.
Anatomia: O disco intervertebral é composto por 3 estruturas altamente especializadas: o ânulo fibroso (colágeno tipo 1), o núcleo pulposo (colágeno tipo 2) e a placa terminal cartilaginosa.
Mecanismo: Distúrbio no balanço entre a degradação e a síntese dos componentes da matriz discal é o principal responsável pelo processo degenerativo discal. A matriz do disco é uma estrutura dinâmica, e seus componentes são continuamente degradados e sintetizados.
Processo degenerativo:
Estágio 2:
Chamado de instabilidade, visto em pacientes com mais de 35 anos de idade, caracterizado por “ruptura interna” do disco, reabsorção discal progressiva, degeneração das articulações facetárias com frouxidão capsular, subluxação e erosão articular.
Estágio 3:
Chamado de estabilização, visto em pacientes com mais de 60 anos de idade, caracterizado por hipertrofia óssea progressiva ao redor do disco e das articulares facetárias, levando a rigidez articular e até mesmo anquilose.
Estágio 1:
Chamado de disfunção, visto em indivíduos entre 15 e 45 anos de idade, caracterizado por fissuras radiais e circunferenciais no ânulo fibroso e sinovite nas articulações facetárias.
Tipos de degeneração
HÉRNIA DE DISCO
Deslocamento focal de um fragmento do núcleo pulposo ultrapassando as margens dos corpos vertebrais adjacentes. O núcleo pulposo gelatinoso extravasa (hérnia) através dessa fissura, pode migrar cranial ou caudalmente e mesmo se destacar do restante do disco, resultando em um fragmento livre dentro do canal vertebral. Geralmente ocorre até a 4º década de vida.
Principal sintoma: dor radicular irradiada para um dermátomo específico na perna, denominada dor ciática. Essa dor pode estar associada a déficit neurológico sensitivo ou motor da raiz nervosa envolvida. Pode haver espasmo da musculatura paravertebral lombar, com dor desencadeada por palpação ou percussão dessa massa muscular
Exame Neurológico: Examina-se a sensibilidade tátil dos dermátomos de L1 a S1. Os níveis mais frequentemente afetados são L4, L5 e S1. L4 é testada na face medial do tornozelo, L5 no dorso do pé (sobretudo entre 1º e 2º dedos) e S1 na face lateral da planta do pé.
A força motora deve ser avaliada e graduada entre 0 e 5 nos miótomos de L1 a S1. L1 e L2 são avaliados pela flexão do quadril, L3 pela extensão do joelho, L4 pela dorsiflexão do pé (tibial anterior), L5 pelos extensores dos dedos (sobretudo hálux) e S1 pela flexão plantar do pé
Os reflexos tendíneos patelar (relacionado a L4) e aquileu (S1) também devem ser avaliados bilateralmente para detecção de eventuais assimetrias
Testar o sinal de Lasègue para detectar radiculopatia ciática, com acometimento das raízes L4, L5 e S1. A presença é indicativa de compressão radicular em 90% dos casos, sendo ainda mais específico quando presente no membro contralateral.
Pacientes que se apresentam com dor incapacitante lombar ou nos membros inferiores, parestesia nos glúteos, períneo ou dorso de coxas e pernas, déficit motor nos membros inferiores ou alteração de esfíncter vesical ou intestinal devem ser suspeitos da presença de síndrome da cauda equina em virtude de hérnia discal lombar volumosa.
Tratamento: uso de analgésicos não opioides,opióides e AINES, que muitas vezes não funciona por haver dor intensa, e também não podem ser imobilizados. Muitas vezes é recomendado o uso de corticoterapia (injeção epidural de corticoide).
Fisioterapia analgésica, para fortalecimento da musculatura do tronco e alongamentos, além de modificação postural e modificação das atividades.
Pacientes com dor radicular severa e incapacitante e com déficit neurológico motor (grau 3 ou inferior) devem ser considerados ao tratamento cirúrgico. Objetivo: descompressão da estrutura neural afetada.
-
-
EXAMES COMPLEMENTARES
RM
Trata-se do método padrão-ouro na avaliação das doenças degenerativas lombares. Entretanto, a RM é altamente sensível, mas pouco específica, pois pode demonstrar alterações em geral presentes em indivíduos assintomáticos
É o melhor método de imagem para demonstrar hérnia de disco, por apresentar melhor resolução para partes moles, permite a identificação precisa de quais elementos neurais estão comprimidos pelos fragmentos herniados
TC
Este método de imagem tem sua aplicação limitada atualmente a pacientes contraindicados para realização de ressonância magnética
Radiografia
Alterações radiográficas podem ser identificadas em casos de espondilose degenerativa lombar, como estreitamento do espaço discal, osteofitose, esclerose óssea na placa terminal e osteoartrite facetaria. Não é útil para diagnóstico de hérnia de disco e radiculopatia.
DÉRMATOMOS
Os dermátomos são determinadas áreas do corpo inervados por um nervo que sai da coluna vertebral. A coluna é composta por 33 vértebras e possui 31 pares de nervos que se distribuem pelo corpo.
Principais dermátomos:
• Dermátomos cervicais - Rosto e pescoço: são especialmente inervados pelo nervo que sai das vértebras C1 e C2;
-
-
• Dermátomos lombares e dos MMII - Pernas e pés: contêm as regiões inervadas pelos nervos que saem das vértebras L1 a S1;
• Glúteos: nervos que estão no sacro, em S2 à S5.
Alunos: Thamyres brito, Maria Beatriz, Giovana Celestino, Igor Santos e Thayssa Menezes