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O pensamento psicológico - Figueiredo (Genealogia do psicológico/A…
O pensamento psicológico - Figueiredo
convergências e divergências
Correntes do pensamento psicológico
formações discursivas
Matrizes - uma vez que somos mais escolhidos/fisgados/atraídos por uma trama complexa de anzóis e iscas, das quais algumas nunca serão completamente identificadas, a reflexão acerca de com qual matriz nos relacionamos amplia nossa capacidade de pensar acerca do que acreditamos, do que fazemos e de quem somos.
Ciências naturais/cientificistas
Previsão, identificação, controle dos eventos psíquicos e comportamentais
Séc XIX
matrizes inspiradas no pensamento romântico
Oposição ao racionalismo iluminista e ao império da matemática e do método
Objeto da psicologia são as formas expressivas: ações, produtos e obras de uma subjetividade singular.
compreender, apreender as formas expressivas
ampliar a capacidade de comunicação entre os homens e cada um consigo mesmo
Matrizes pós-românticas
a questão da compreensão aliada à renúncia à esperança de uma apreensão fácil e imediata do sentido
por trás dos sentidos dos atos há outros sentidos, por trás desses há processos e mecanismos geradores de sentidos, nada disso se dá espontaneamente à nossa consciência
necessita-se elaborar métodos e técnicas e critérios interpretativos
ir além de uma compreensão ingênua e autocentrada dos outros e de nós mesmos.
Dogmatismo e ecletismo - bloqueiam o acesso à experiência. Atendem à tentação de escapar da angústia de não saber. Perde a capacidade de experimentar.
Dogmatismo - se agarra aos sistemas como tábua de salvação, não se permite a ouvir nem outras teorias nem mesmo o que sua prática tem a dizer. Vive do que pensa que sabe.
Ecletismo - lança mão de tudo, sem rigor, sem compromisso, num campo de compreensão muito próximo do senso comum.
Seria interessante poder se lançar num terceiro caminho A EXPERIÊNCIA: que, pra Heidegger (séc. XX) é um momento de encontro, de negação e de transformação. É deixar-se fazer no encontro com o outro.
Movimentos reflexivos - pra elucidar os limites de cada sistema, investigar e, se necessário, questionar suas pretensões à verdade.
Abandono do projeto fundacionista que pretendia o repousar do conhecimento científico em bases sólidas e inquestionáveis.
movimentos construtivos - investir na produção do conhecimento a partir da experiência
Genealogia do psicológico/A invenção do psicológico - quatro séculos de subjetivação (1500-1900) - introduzir no campo das cogitações uma discussão histórica, sociológica e filosófica acerca do mundo em que vivemos. AS PSICOLOGIAS CONTEMPORÂNEAS são formas/modos de tomar partido em relação aos problemas da contemporaneidade.
modo ilustrado e liberal de subjetivação
modo romântico
modo disciplinar
Crise da modernidade
falência dos modos modernos de subjetivação
VERDADEIRA DIMENSÃO ÉTICA:
aquelas que dizem respeito às posições básicas que cada sistema ou teoria ocupa no contexto da cultura contemporânea, diante dos desafios que dela emanam.
não devemos ter a esperança de respostas concludentes. Nossa obrigação é mantê-las em aberto. É nas brechas das nossas crenças e dos nossos compromissos que pode se insinuar a alteridade. São elas que podem nos conservar disponíveis para a experiência e para a renovação.
O espaço psicológico: Como conjunto daqueles aspectos da "experiência" que de uma forma ou de outra sendo, ao longo da história, excluídos do campo das representações identitárias que elaboramos sobre nós mesmos.
Séc. XVI - experiências de abertura do campo existencial
XVII e XVIII - separação entre as esferas pública e privada, vias dominantes de construção de identidades e representação de si.
Séc. XIX - amadurecimento da esfera privada, penetração e aprofundamento dos controles públicos.
Território da ignorância
Plataforma Liberal
exigências e valores de uma identidade claramente estabelecida, autônoma, autocontida, autotransparente.
plataforma Romântica
dominam as exigências e valores de espontaneidade impulsiva, autenticidade, singularidade e inserção orgânica nos movimentos das forças naturais e históricas
plataforma das Disciplinas
novas técnicas de poder racionalizante, administrativo e burocrático; docilização das massas ou poder carismático; dominância disfarçada do poder disciplinar
O psicológico é o impensável, o que opera no registro subterrâneo da exclusão; o excluído e o excludente;
projeto epistemológico
5.1 Modernidade
Séc. XVII até meados do Séc.XX
Questões do conhecimento
produção e validação das nossas crenças
renascentismo
perda de raízes e de referências estáveis
capital autogerado e autoadministrado/autoconsciência reflexiva
crescente separação entre cada sujeito e seus objetos/entre os indivíduos e suas coletividades.
procedimentos distanciadores e objetivantes
que o homem se descubra não apenas senhor de direito de todas as coisas, mas também fonte primordial de seus próprios erros e desatinos.
autodisciplina
sujeito epistêmico pleno
falência das tradições históricas e das formas de vida coletivas, reguladas pelas tradições e pela obediência a autoridades intangíveis.
recorrendo às experiências subjetivas individualizadas e de caráter privativo. Possibilidade e Exigência.
certa estranheza - máximo empenho em procedimentos de controle.
converter o mundo num estoque de objetos representáveis, acumuláveis, previsíveis, manipuláveis e exploráveis enquanto "recursos naturais"
5.2 invenção do psicológico
sujeito epistêmico é visceralmente avesso ao olhar psicológico
gestação marginal na esteira da tradição epistemológica
o excluído, o expurgável pelo método, que gerava mal-estar, veio a ser o território de eleição de todas as psicologias.
segunda metade do séc. XIX
perda da vigência do sujeito como fundamento auto-fundante das representações verdadeiras.
vir-a-ser-sujeito
há fatores históricos, econômicos, políticos e sociais no processo de subjetivação.
contexto psicossocial
Nietzsche/Bergson/Pragmatistas americanos.
Psicanálise
sistema teórico que foi mais longe em desacreditar no autodomínio, no descentramento, na dissolução da unidade do sujeito, na contestação da sua força de vontade.
5.3 Cultura pós-epistemológica
Wittgenstein - 1930 e 1940
Heidegger
Foucault/Deleuze/Derrida
Multifacetado movimento
superação da hegemonia do pensamento representacional e da noção de verdade por adequação ou correspondência
linguagens passam a dispositivos constitutivos da experiência
estatuto da fala e suas implicações ontológicas:
Ontológica: reflexão a respeito do sentido abrangente do ser, como aquilo que torna possível as múltiplas existências [Opõe-se à tradição metafísica que, em sua orientação teológica, teria transformado o ser em geral num mero ente com atributos divinos.]
Ontologia: parte da filosofia que tem por objeto o estudo das propriedades mais gerais do ser, apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente, ocultam sua natureza plena e integral.
é a eficácia constitutiva da fala que dá a todas as línguas uma dimensão ética
não é um modo de representar o psicológico, mas um dispositivo apto a propiciar, configurar, formar e constituir tanto os homens como seus mundos, suas moradas.
posições construtivistas
Soluções de compromisso entre os três polos
Psicológico constitui-se como metafenomenal que detém o segredo das condições e dos outros sentidos daquilo que se dá e se configura na experiência.
Metafenomenal - aspectos que não se mostram na própria experiência e nem deverm ser buscados a partir da experiência, mas, para além dela.
partir da experiência imediata, mas não se deixar fascinar por ela.
em cada teoria da psicologia devemos 1) procurar as alianças e os conflitos básicos entre Liberalismo, Romantismo e disciplinas; 2) investigar como ela vislumbra e propõe o trânsito entre o campo das representações e das experiências
avaliação ética:
reconhecimento e o acolhimento da experiência tal como se dá ao sujeito
desconstrução do reino das identidades e das representações desde o ângulo do metafenomenal.
tarefa desilusionadora das psicologias