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PROB 2: MICOSES (SUBCUTÂNEAS (ESPOROTRICOSE (Clínica (Forma…
PROB 2: MICOSES
SUPERFICIAIS
CERATOFITOSES
Pitiríase versicolor
Epidemio
Mais prevalente na idade adulta
Climas quentes e úmidos
Etiologia
Fungos do gênero
Malassezia
- saprófita e lipofílica
A
M. furfur
é a de maior importância
Couro cabeludo e pele glabra rica em gl sebáceas
Comporta-se como oportunista na dermatite seborreica
Clínica
Lesões hipocrômicas descamativas, arredondadas que podem confluir
Pode ser hipercrômica ou eritematosa
Mais comum na metade superior do tronco e dos braços devido à maior concentração de gl sebáceas (outros: face, abdome, nádegas e mmii)
Sinal de Zireli :heavy_plus_sign: (escamas furfuráceas após estiramento)
Recidivas são frequentes em pctes c/ peles oleaosas, c/ sudorese excessiva ou c/ lesões infundibulares ou foliculares
Outras apresentações
Foliculite pitiroscópica/por Malassezia
Pápula folicular eritematosa ou pústula de 1 a 2 mm + Prurido
Mesma epidemio da versicolor
Ocorre devido à oclusão do folículo piloso pela
M. globosa
(etiologia mais frequente da foliculite)
Malasseziose
Doença sistêmica que acomete imunodeprimidos e crianças de baixo peso
Febre é o sintoma mais comum. Coração e pulmões são os mais acometidos
Patogenia
Lesões hipocrômicas: o fungo produz ác dicarboxílicos que inibem a reação dopa-tirosinase, diminuindo a produção de melanina
Lesões hipercrômicas: aumento do tamanho, alteração da distribuição e incremento na multiplicação dos melanossomos
Eritema: processo inflamatório desencadedo pelo fungo
Dx
Exame direto é o padrão ouro
Coleta c/ fita gomada ou por raspagem - Hifas curtas, curvas e largas e elementos leveduriformes arredondados agrupados em forma de cacho de uva
Luz de Wood
Lesões em amarelo-ouro ou róseo-dourado
DD: eczematide, leucodermia gutata, pseudocicatrizes estelares, morfeia, líquen escleroso, acne (FP)
TTO
Formas localizadas
Sulfeto de selênio a 2,5%, propilenoglicol a 50%, cetoconazol a 2% ou outros derivados imidazólicos (soluções hidroalcoólicas ou xampus), piritionato de zinco a 2,5%, ác salicílico e LCD por 10 a 20 dias
Aplicar generosamente além das áreas acometidas
Novo tto 2 meses após, a fim de evitar recidivas
Xampu deve ser aplicado por 30 min e dps removido no banho. Dependendo do acometimento, aplicar semanalmente por vários meses
O uso de bucha ajuda a remover o fungo presente na camada córnea
Casos extensos ou recidivantes
VO: itraconazol 100mg, 2x/dia por 5 a 7 dias OU fluconazol 300mg/sem por 2 sem
VO: cetoconazol 200mg/dia por 10 a 15 dias OU itroconazol OU fluconazol
Recorrências
Profilaxia por 6 meses, iniciando-se 30 dias após o fim do tto
Azólicos sistêmicos ou tópicos
Tínea nigra (ceratofitose negra)
Etiologia
Hortaea werneckii
,
Phaeonellomycis werneckii
ou
Stenella araguata
Crianças :female_sign: em zonas tropicais e subtropicais
Clínica
Mancha enegrecida, de pequena dimensão, única ou poucas que coalescem
Comum em região palmar, rara em plantar ou bordas dos dedos
Dx
Dermatoscopia
Espículas finas, superficiais e pigmentadas, formando um aspecto qse reticulado que não segue as linhas naturais da região palmar
DD: melanoma extensivo superficial, fitofotodermatite, melanose, eritema pigmentas fixo e púrpura do atleta
TTO
Ceratolíticos e antifúngicos tópicos
Cura em poucos dias
Tricomicose nodosa (piedra)
Piedra negra (tricosporonose)
Piedraia hortai
Pequenos nódulos pretos endurecidos, bem aderidos aos pelos do couro cabeludo, axilas, região pubiana
Piedra branca
Trichosporon beigelii ou T. cutaneum
Pequenos nódulos branco-amarelados macios e aderentes aos pelos do couro cabeludo, axilas, região pubiana
O
T. cutaneum
pode produzir lesões cutâneas eritematosas e descamativas nas vizinhanças e, raramente, lesões extracutâneas em imunodeprimidos
Causa frequente de onicomicose
TTO
Antifúngicos tópicos (loções ou xampus) + Agentes esfoliantes
Itraconazol VO (casos extracutâneos)
Não há necessidade de cortar os cabelos
DERMATOFITOSES (tineas)
Epidemio
Existem mais de 40 espécies de dermatófitos, sendo 30 patogênicas p/ o homem
Maior prevalência nas zonas tropical e subtropical (quente e úmido)
A mesma espécie pode produzir QC diferentes
Os dermatófitos são divididos qnt ao habitat em:
Antropofílicos: adaptados ao homem (fonte de infecção). Produzem pouca ou nenhuma reação de hipersensibilidade, sendo mais resistentes ao tto. Recidivas são frequentes (
T. rubrum, T. concentricum, T. schoenleinii, T. tonsurans, T. mentaprophytes interdigitale, M. audouinii
)
Zoofílicos: quadro inflamatório e exuberante, c/ tendência à cura espontânea. Animais são fonte de infecção (
M. canis, T. verrucosum, T. mentagrophytes
)
Geofílicos: quadro inflamatório e exuberante, c/ tendência à cura espontânea. Solo é fonte de infecção (
M. gypseum
)
Etiopatogenia
Fase assexuada: parasitismo
Microsporum
M. audouinii
: couro cabeludo
M. canis
: couro cabeludo e pele glabra
M. ferrugineum e M. gyoseum
: couro cabeludo e tronco
Trichophyton
T. rubrum
: produz qse todos os QCs e possui resistência aos ttos
T. schoenleinii
: poupa dobras naturais, pés e mãos
T. tonsurans
: poupa barba e pregas dos pés e mãos
T. yaounedi
: couro cabeludo apenas
Epidermophyton
E. floccosum
: dobras e pés, pode atingir tronco e unhas, mas não acomete couro cabeludo e barba
Fase sexuada: saprófita
Nannizzia = Microsporum
Arthroderma = Trichophyton
A exuberância das manifestações clínicas depende do
grau de hipersensibilidade celular + virulência das espécies
Clínica
Dermatofitose do corpo (tinea corporis)
Lesões eritematoescamosas, circinadas, isoladas ou confluentes, uma ou várias c/ crescimento centrífugo (parte externa mais ativa) + Prurido
Braços, face e pescoço
Dermatofitose marginada (tinea cruris)
Lesão eritematoescamosa, a partir da prega inguinal
Avançando sobre a coxa, c/ nitidez de borda, a lesão pode invadir o períneo e propagar-se p/ as nádegas, região pubiana e baixo-ventre (não atinge bolsa escrotal, diferente da candidíase) - geralmente bilateral
Prurido intenso c/ liquenificação frequente
Dermatofitose dos pés (tinea pedis)
Forma aguda (
T. mentagrophytes mentagrophytes
): eczematoide, vesículas plantares e digitais pruriginosas
Forma intertriginosa (
T. mentag. interdigitale
): pregas interpododáctilas, fissuras e maceração
Forma crônica (
T. rubrum
): lesões descamativas pouco pruriginosas, acometendo qse toda a região plantar
Dermatofitose imbricada (tinea imbricata)
Lesões escamosas em círculos concêntricos, atingindo grandes áreas do corpo e muito pruriginosas
T. concentricum
Dermatofitose ungueal (tinea unguium) ou onicomicose
Lesões destrutivas e esfarinhentas das unhas, inciando-se pela borda livre, de cor branco-amarelada
Eminentemente crônica (geralmente acomete várias unhas dos pés - principalmente hálux)
Dermatofitose da face
Lesões eritamatoescamosas de cresciemnto centrífugo, às vezes c/ disposição em asa de borboleta + Prurido discreto
Dermatofitose do couro cabeludo (tinea capitis)
Os cabelos são invadidos e lesados e há, tbm, lesões eritematoescamosas do couro cabeludo
Os cabelos são fraturados próximos à pele (áreas de tonsura - cotos de cabelos ainda implantados)
Apresentações
Tinea tricofítica: áreas de deglabração são pequenas. Cabelo volta ao normal c/ ou s/ tto
Tinea microspóricas: área de deglabração única e grande. Cabelo volta ao normal c/ ou s/ tto
Tinea favosa: ocorre atrofia c/ alopecia definitiva ou cicatricial
M. canis e T. tonsurans
Dermatofitose inflamatória
Kerion
: couro cabeludo ou barba; placa de foliculite aguda ou subaguda, c/ intensa supuração e cura espontânea, às vezes c/ alopecia cicatricial
Sicose tricofítica:
pústulas centralizadas por pelos na região da barba e do bigode; isoladas ou conglomerados; crônica
Folliculitis capitis:
lesões de foliculite c/ túneis intercomunicando abscessos, no couro cabeludo
Dermatofitoses granulomatosas
Dermatófito na derme c/ reação granulomatosa, localizadas ou generalizadas
Ides ou dermatofítides
Quadros hiperérgicos, agudos ou subagudos, de morfologia variada, c/ tendência a simetria e decorrentes de disseminação hematogênica de produtos antigênicos de dermatófitos
Aspecto disidrosiforme
Dx: lesões desabitadas, fungo em foco à distância e quadro desaparecer c/ a cura da dermatofitose
Diagnóstico
Exame direto
Cultura é fundamental p/ diagnosticar a espécie
Raspado, fita gomada
Luz de Wood - cabelos fluorescentes esverdeados nas tineas favosa e microscópica (a tricofítica não fluoresce)
DD: medalhão da ptiríase rósea, psoríase plantar ou vulgar, eczema de contato, eczema numular, alopecia areata, onicodistrofia, sd vesicular das mãos e/ou pés, dermatite seborreica
TTO
TTO tópico
Solução alcoólica de iodo 1%, ác salicílico 2% e ác benzóico 3%
Terbinafina tópica 1%, derivados imidazólicos em 1 ou 2 aplicações diárias
Vaselina salicilada ou ureia a 20% na tinea pedis c/ descamação
TTO sistêmico
Tinea capitis, tinea corporis extensa e onicomicoses c/ grau de acometimentos > 50% da superfície ungueal e/ou da matriz ungueal, tinea pedis crônica
Itraconazol 100 mg/dia, fluconazol 150 mg/sem e terbinafina 250 mg/dia
CANDIDÍASE
Epidemiologia
RNs, adultos e idosos
Empregados domésticos, lavadores de pratos, cozinheiros e enfermeiros
Candidíase esofágica e das VRS são doenças definidoras de AIDS
Etiopatogenia
Candida albicans
Fungos oportunistas
Modificações fisiológicas (gravidez, DM)
Deficiências imunológicas e endocrinopatias
TTO prolongado por ATB ou corticoide e imunossupressores
Estados de umidade prolongada (lavadeiras, fraldas)
Existe, em condições normais, um fator sérico natural anticândida que dificulta a invasão do cogumelo
Clínica
Candidíase intertriginosa
Dobras naturais (interdigitais, inframamárias, inguinais, axilares)
Lesões erosivas, fissurais, úmidas, induto esbranquiçado, pruriginoso, pequenas lesões satélites arredondadas, eritematoescamosas, pústulas abacterianas
Candidíase ungueal e periungueal
Lesão eritematoedematosa periungueal (paroníquia), dolorosa e pode levar à onicólise
Unhas dos quirodáctilos são as mais acometidas
Perlèche (queilite angular)
Lesões fissuradas no canto da boca
Vaginites e balanites
Lesões erosivas e esbranquiçadas
Corrimento
Candidíase crônica hiperplásica
Rara
Placas esbranquiçadas, de distribuição homogênea ou mesmo salpicada, acometendo as regiões comissurais da mucosa oral
Homens > 50 anos, tabagistas
Possibilidade de progressão p/ displasias (carcinoma espinocelular)
Candidíase mucocutânea crônica
Grupo heterogêneo de síndromes clínicas caracterixadas por infecção crônica e recorrente da pele, unha e orofaringe
Candidíase visceral
Qnd pulmões, coração e outros órgão são invadidos por disseminação hematogênica
Diagnóstico
Exame direto: hifas finas ou pseudo-hifas. Blastosporos sugerem colonização
PCR e ELISA diferenciam as espécies, mas não são necessárias p/ o dx
TTO
TTO tópico antifúngico
TTO sistêmico, se necessário
Doc
SUBCUTÂNEAS
ESPOROTRICOSE
Sporothrix schenckii
Epidemio
Climas tropical e subtropical
O Brasil possui a maioria dos casos da América Latina
Zona rural, jardineiros, empalhadores, gatos
Etiopatogenia
O fungo possui como reservatório natural o solo, vegetais, palhas e madeira podre e a inoculação no homem ocorre pela penetração do fungo na derme após traumatismo c/ esses objetos ou por mordida/arranhadura de animal
Clínica
Forma cutaneolinfática
Mais comum (70%)
Pápula, nódulo/goma que ulcera, surgindo novos nódulos/gomas ao longo de um ou mais trajeto linfático até a cadeia ganglionar regional
MMSS em adulto e face nas crianças
DD: leishmaniose, micobacterioses atípicas, sarcoma epitelioide
Forma cutânea localizada
Lesão papulosa ou papulotuberosa, podendo formar placa verrucosa c/ ou s/ ulceração
Decorrente de uma boa resistência
Face
DD: PLECT (paracoccidioidomicose, leishmaniose, esporotricose, cromomicose e tuberculose)
Forma disseminada
Associada à imunodepressão
Inoculação, ingestão ou inalação do fungo
Cutânea
Lesões papulopustulofoliculocrostosas, placas ou úlceras em qlqr parte do tegumento + Cultura :heavy_plus_sign: em cada lesão
Assintomática
Sistêmica
2 ou mais sistemas acometidos + cultura positiva + febre e comprometimento do estado geral
SNC, pulmão, osteoarticular, medula óssea
Forma extracutânea
Ausência de lesões cutâneas + Manifestações clínicas de acordo c/ o órgão acometido
Ossos são mais frequentemente acometidos
(granuloma localizado ou lesão gomosa)
Localização mucosa está relacionada a inoculação direta ou secundária à forma disseminada (nódulos, vegetação e ulceração)
Formas viscerais
Pulmões, rins, fígado, baço, pâncreas
Dx
Cultura: forma miceliana (temperatura ambiente) ou leveduriforme (37°)
Histopatológico: granuloma; os parasitas são raros, exceto em casos disseminados (forma de charuto)
Imunoflorescência direta: corpos asteroides esporotricósicos
TTO
Itraconazol: grande nº de interações medicamentosas; a dose varia c/ a gravidade. Alternativa: solução saturada de iodeto de potássio
Fluconazol: alternativa p/ os tipos resistentes
Anfotericina B: tipos sitêmicos graves
Injeções intradérmicas de esporotriquina: formas localizadas
Calor local e criocirurgia
Pode haver cura espontânea, principalmente nas formas localizadas. As sistêmicas são graves
CROMOMICOSE
Etiologia
Causada por fungos demáceos (produzem pigmento escuro), cujas formas parasitárias são denominadas corpos escleróticos
A espécie
Fonsecaea pedrosoi
é a mais frequente no Brasil
Clínica
O fungo penetra por traumatismo, sendo mais frequente em MMII
1 a 2 meses após o trauma, aparece pápula ou nódulo, que se tornam vegetantes, c/ aspecto condilomatoso e/ou verrucoso
A lesão cresce continuamente, podendo levar à impotência funcional da região afetada
Pode desenvolver infecção secundária, linfedema, elefantíase e carcinoma espinocelular
Diagnóstico
Exame direto: visualização de corpos escleróticos
Cultura: colônias escuras, de aspecto aveludado, superfície plana e centro elevado
Histopatológico: na epiderme, há hiperplasia pseudoepiteliomatosa; na derme há processo inflamatório granulomatoso e supurativo; são observados corpos fumagoides
TTO
Antifúngico sistêmico + Cirurgia p/ remoção de lesões
DOENÇA DE JORGE LOBO (LOBOMICOSE/LACAZIOSE)
Exclusiva das Américas e predomina na região Amazônica
Etiopatogenia
Lacazia loboi
- levedura não cultivável
Traumatismo em fragmentos vegetais
Clínica
Lesões c/ aspecto queloidiforme, consistência sólida, coloração rósea ou amarronzada, lisas ou c/ pequenas escamas ou crostas, de crescimento lento
MMII, pavilhões auriculares e MMSS
Não há comprometimento sistêmico e o estado geral é bom
A evolução é eminentemente crônica e o prognóstico é bom qnt à vida, mas desfavorável qnt à estética e/ou funcionalidade do membro afetado
Diagnóstico
Existência de parasita ao exame direto
Histopatologia
TTO
Eletrocoagulação, exérese cirúrgica e criocirurgia são ótimas p/ lesões de pequeno porte
Clofazimina + Itraconazol p/ lesões em placa
MICETOMAS
Sd caracterizada por
aumento de volume
de determinada região, à custa de gomas em várias fases evolutivas, por cujas
fístulas
é eliminado material necrótico exsudativo,
c/ grãos
Evolução crônica e incapacitante, mas que raramente leva a morte
Seus ag etiológicos podem ser fungos ou bactérias
MMII são os mais acometidos
Diagnóstico
É feito pelo achado de grãos, tanto em exame direto qnt histopatológico + Cultura
TTO
Depende do ag etiológico
Suporte nutricional, debridamento, avaliação óssea
SISTÊMICAS
PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Epidemio
No Brasil, a região Centro-Sudeste é a mais afetada
Etiopatogenia
Paracoccidioides brasiliensis
Geralmente, penetra o organismo pela via respiratória
A doença pode surgir logo após o contágio (forma grave - criança e adulto jovem)
A gravidade da infecção depende da imunidade do hospedeiro
Polo hiperérgico
Paracoccidioidomicose-infecção
(paracoccidioidina positiva na ausência de doença)
Formas circunscritas e autolimitadas c/ imunidade celular preservada e títulos de Ac específicos baixos
Polo anérgico
QC grave e progressivo
Imunidade celular comprometida (paracoccidioidina negativa)
Títulos de Ac específicos elevados
Tipo intermediário
Clínica
Infecção
S/ lesões clínicas
Crônica do adulto
Reativação de um foco latente de infecção
Uni (acomete um único órgão) ou multifocal (acomete vários órgaos)
O principal órgão acometido é o pulmão
Aguda ou subaguda juvenil
Comprometimento reticuloendotelial
Cicatricial
Pctes tratados, c/ cicatrizes
Lesões
Mucosas
Estomatite moriforme de Aguiar Pupo: lesões eritematoexulceradas c/ pontilhado finamente hemorrágico (amora)
Lábio trombiforme, lesões infiltrativas, vegetantes e ulcerativas podem ocorrer nas mucosas oral, nasal, faríngea e laríngea
Lesões orais e/ou nasais podem afetar a pele circunvizinha
Cutâneas
O número varia
Papulosas, papulopustulosas, papulotuberosas, vegetantes, ulcerovegetantes e ulceradas
Predominam na metade superior do corpo
Pulmonares
Podem seguir padrão micronodular (miliar), nodular, infiltrativo, pneumônico, cavitário, fibrótico ou estriado, misto
Adenopatias podem ser regionais ou generalizadas, simulando linfoma. Na maioria das vezes há amolecimento e fistulização, lembrando TB ganglionar. Pode ser subclínica
Diagnóstico
Exame direto: membrana dupla
TTO
SMZ+TMP VO p/ casos leves a moderados
SMZ+TMP IV p/ neuroparacoccidioidomicose ou formas graves
Contínuo e, no mínimo, por 2 anos
Corticosteroides sistêmicos p/ evitar reações imunológicas exuberantes no início do tto qnd a doença afeta órgãos vitais
Cetoconazol pode ser utilizado em casos crônicos ou subagudos
Fluconazol ou voriconazol p/ neuroparacoccidioidomicose
Critérios de cura
É fundamental acompanhar a evolução do tto e tbm após sua interrupção, na expectativa de uma eventual recidiva (acompanhamento vitalício 1x/ano)
Cura clínica: resolução dos sinais e sintomas
Cura micológica: eliminação do ag ou comprovação de inviabilidade
Cura radiológica: estabilização das imagens radiológicas durante o acompanhamento
Cura sorológica: negativação ou diminuição e manutenção de níveis sorológicos baixos por, no mínimo, 2 anos
HISTOPLASMOSE
Etiologia
Histoplasma capsulatum
HC capsulatum
- universal
HC duboisii
- África
Acometimento predominantemente pulmonar
Epidemio
Reservatórios animais: morcegos, galinhas e outras aves
Os esporos são encontrados em cavernas, sótãos, casas velhas/abandonadas, galinheiros e solo
Clínica
Formas assintomáticas
Revelada pela positividade do teste da histoplasmina
Formas sintomáticas
Histoplasmose pulmonar primária e crônica
São as mais frequentes
Qnd o fungo não é eliminado totalmente, pode permanecer latente, sendo reativada qnd há imunossupressão
Histoplasmose localizada ou disseminada
Comprometimento tegumentar
Lesões ulceradas e infiltradas de mucosas da boca, faringe, laringe e pele
Lesões molusco-símile são descritas na AIDS
Linfadenopatia generalizada
Diagnóstico
Exame direto + Cultura + Provas imunológicas
TTO
Itraconazol; Anfotericina B
Manutenção: Itraconazol ou fluconazol por tempo indeterminado
CRIPTOCOCOSE
Maior atividade hormonal a partir da adolescência e, consequentemente, da maior oleosidade da pele