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Hussel (Contexto: período entre guerras e 2º Guerra Mundial (regimes…
Hussel
Contexto: período entre guerras e 2º Guerra Mundial (regimes totalitários)
fundamento filosófico na ameaça e na ideologia nazista
euforia em torno de um líder, que seria responsável por salvar a nação
ufanismo
homogeinização do pensamento
ódio ao diferente (judeus, homossexuais, negros, etc)
eugenia: crença na purificação da humanidade
período de desumanização do homem
todos os sistemas filosóficos nos conduziram à ausência de sentido (racionalismo, empirismo, criticismo, idealismo, niilismo, não levaram a lugar nenhum, construíram uma escada que nos retira do mundo da vida, para a abstração)
fenomenologia: tentativa de resgatar a filosofia e de combater a ameaça nazista
retorno a ideia de percepção (ideia empirista re-significada): antes de pensar o mundo sentimos o mundo -> a verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo e seus sentidos
entende que a tarefa da filosofia é sensibilizar o homem -> fazer com voltemos a forma como sentimos nossas experiências (a verdade, a filosofia e a ciência não estão alocadas na razão mas na vivência)
busca retornar à coisa mesma, entender a existência humana a partir da percepção, a partir de uma ontologia bruta (terreno da vida) -> fazer com que o homem abandone essa carga racional, e é crença de que é ela que define o homem -> o que efetivamente define a humanidade é o sentido, a significação, a vivência (importantes para a construção do indivíduo e de seus conhecimentos)
ciência dos fenômenos (tentativa de redescobrir o mundo, de entender o que é a existência, não a partir da razão mas da percepção), retorno ao mundo da vida
a ciência não dita o que é a verdade, nova forma de se pensar o que é a verdade
para quebrar a escada até então construída pela filosofia, a fenomenologia irá nos rebaixar às abstrações, reencontrando o mundo da vida, levando a filosofia ao encontro do mundo
ciência de rigor: valoriza a primazia do mundo da vida, que propõe o método fenomenólogico, contra os psicologismos da vida
o que explica a vida psíquica do sujeito é em primeiro lugar a ideia de significação
redução fenomenológica
busca da ressignificação profunda do mundo
Epoqué: método -> suspender o juízo, buscando evitar julgamentos do mundo (evitando a volta para a razão), de modo a nos afastar e nos aprofundando na significação a partir da vivência -> contemplação desinteressada, capacidade de suspender o juízo para encontrar o sentido das coisas
busca pelo aprendizado de que a verdadeira filosofia é a busca de sentido, da construção da significação por meio da percepção
reduzir a fenômenos, reduzir meu eu humano e natural e minha vida psíquica ao meu eu transcendental e fenomenológico -> sair de dentro e ir para fora, sair da razão e da consciência interna para a externa (não existe consciência pura, ela está sempre em relação, é sempre "de alguma coisa"
o mundo da vida
é inevitável
a consciência intencional nos prende a ele
mundo em que vivemos efetivamente, com suas realidades do modo que se dão
contraposto ao mundo da ciência (simbólico, representa o mundo vivido e encontra um lugar nele, é objetivo, perde o significado em prol da ideia de verdade)
consciência intencional:
o que define a consciência é a intencionalidade, o fato de ela estar sempre em direção ao mundo pela instituição de significado (não é interna, mas externa ao indivíduo, e sempre em relação a algo)
noema: processo de construção de sentido
a filosofia contemporânea não está mais desligada da ciência e se funda como uma investigação sobre o significado do mundo, das coisas (essa é a tarefa da fenomenologia)
Merleau Ponty
nós somos o corpo (não há res extensa e res cogitã) -> o corpo é uma unidade orgânica e de significações
o comportamento humano é simbólico, pois o homem não está sujeito ao condicionamento, como está o animal
força da intersubjetividade (compartilhamento de subjetividade): se dá pela relação corpórea, pela forma como nos relacionamos e sentimos
toda a história da filosofia é a separação entre um sujeito conhecedor e um objeto conhecido -> a fenomenologia quebra com essa distinção ao defender a ideia de corpo (unidade criadora de representações, o físico não é separado do comportamento simbólico - razão pela qual somos capazes de significar as coisas e de a nossa consciência intencional se relacionar com os objetos)
não existe sujeito universal ou objeto passivo, exista a relação entre eles -> o mundo da vida é um feixe de relações de sentido
não há um objeto puro em si ou um sujeito absoluto, um espírito puro -> coloca o corpo como o lugar da consciência intencional