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DOENÇAS INFECCIOSAS DA CAVIDADE ORAL (distúrbios potencialmente malignos…
DOENÇAS INFECCIOSAS DA CAVIDADE ORAL
estomatites (alterações inflamatórias da mucosa oral)
afta
ulcera superficial
bastante dolorosa
unica ou multipla
margens circunscritas
lesao delimitada
fundo branco e halo avermelhado
dor é desproporcional ao tamanho da lesão
estomatite aftoide recidivante
frequência repetitiva da presença de aftas
qualquer faixa etária e ambos os sexos
predileção pela raça branca
acomete principalmente indivíduos de maior nível socioeconômico, pacientes não fumantes
apresenta-se quando há alteração do pH bucal (p.ex. DRGE, gastrite)
pode vir associada a déficits nutricionais (hipovitaminoses, principalmente de B12, ácido fólico e deficiência de ferro) ou alterações hormonais
associada a estresse, traumas locais, alergia alimentar (gluten/chocolate)
multifatorial
periodo prodromico -- ardor, queimação na região oral onde vai aparecer a lesão
período de evolução da mancha eritematosa para a erosão dura de 6 a 10 dias
queixas localizadas na regiao oral, s/ sint sistemicos
alguns casos, pode haver adenopatia, principalmente da região cervical, quando se pode haver um processo infeccioso (as lesões podem infectar quando há alguma baixa da imunidade e contaminação bacteriana) -- nao é comum
tipos
menor
doença de Mikulicz
mais frequente na faixa etária de 10 a 40 anos
pequeno número de lesões aftoides (2 a 3)
pequenas (2-4mm)
quadro dura de 7 a 10 dias
Em crianças
herpetiforme
relação maior com a contaminação pelo vírus do herpes (herpes simples)
pequenas lesões em grandes quantidades
bastante dolorosas
duração do quadro de 1 a 2 semanas
Em crianças
maior
doença de Sutton
lesões podem chegar até 6 em número
diâmetro maior que 1cm (10mm)
de 6 semanas até vários meses
mais em adultos.
TTO
AINH
alguns casos -- corticoide (topico ou sistemico) -- se o paciente tem um quadro muito arrastado de dor, dificuldade para deglutir -- por 5 d
ATB caso infecção (sint sistemicos)
herpangina
halo não tão circunscrito e lesões não delimitáveis
enterovirose (enterovírus humano 71 e o Coxsackie, que é bastante comum na infância)
transmissão se dá por via oral-fecal
No verão, esses vírus tendem a se transmitir mais
clinica
febre súbita
anorexia
disfagia e odinofagia
período de incubação é de 3 a 10 dias
inicialmente -- vesículas de 3-5mm, branco-acizentadas, que se rompem em 2-3 dias
depois do rompimento -- aspecto ulcerado
lesões tendem a acometer mais a mucosa oral posterior (palato).
TTO
sintomatico
doença mão-pé-boca
enterovirose
erupções na região oral e nas extremidades (mãos e pés);
vesículas que evoluem para úlceras
região oral, acomete mais a região anterior da cavidade (lábios, gengiva, língua)
mais comum na infância
contaminação é fecal-oral
de 7 a 10 dias
TTO
sintomático
distúrbios potencialmente malignos
carcinoma espinocelular é o câncer mais comum da região oral
relação muito grande com o consumo de cigarro e álcool
existência de um fator genético que favorece o desenvolvimento das lesões e a possibilidade de influência de fatores infecciosos (como o HPV) ou imunológicos
carcinogênese oral é multifatorial
interação entre estímulos externos (carcinógenos) e alterações genômicas (mutações)
incidência é maior no sexo masculino.
FR
40 a
sexo M
tabagismo
etilismo
má higiene bucal
desnutrição
imunodepressão
protese mal ajustada
exposição solar
leucoplasia
lesões esbranquiçadas, homogêneas
únicas ou múltiplas
geralmente bem delimitadas
tendem a ser lisas ou levemente rugosas
Não são removível com raspagem, abaixadores de língua
geralmente indolores
localizadas preferencialmente nas bordas e face ventral da língua, no assoalho da boca e na mucosa jugal
diagnóstico de exclusão clínico-patológico
CD
remoção cirúrgica da lesão, a fim de fazer biópsia
Todos os fatores de risco devem ser eliminados, em especial, o tabagismo
tratamento depende da presença ou ausência de displasia e da localização da lesão.
Após a biópsia, a remoção completa das lesões pode ser realizada através de exérese cirúrgica, criocirurgia ou eletrocauterização ou laser de CO2.
eritroplasia
placas na cor vermelha escura
cerca de 90% essas lesões já são consideradas como displasia grave ou carcinoma in situ.
Tendem a ser bem circunscritas
normalmente assintomatica
brilhantes, homogêneas
Podem surgir em qualquer local da boca,mas aparecem sobretudo no assoalho, no platô e nas bordas da língua
DD
líquen plano erosivo
LES
candidiase eritematosa
lesões que não apresentam fragilidade vascular e não causam sangramento
TTO
remoção cirúrgica da lesão para biopsiar
remover a lesão por completo deixando uma margem de segurança
procedimentos alternativos para a remoção cirúrgica são: laser de CO2, criocirurgia ou eletrocirurgia
Mesmo que se consiga retirar toda a lesão, o paciente deve ser acompanhado de forma rigorosa para monitorização, estadiamento da lesão e controle com um possível quimioterápico futuro, pois o mesmo pode ter recidiva da lesão.
orientar sempre para a extinção dos fatores de risco
líquen plano
lesões que podem estar presentes em doenças de base imunológica.
apenas 1% evolui para carcinoma espinocelular (CEC).
doença inflamatória crônica e tem relação com a imunidade
lesoes cutaneas tipicas
pápulas achatadas eritematovioláceas
nos antebraços e na região lombar
pruriginosas ou não
lesoes orais
placas esbranquiçadas estriadas
formando um “rendilhado”.
múltiplas e bilaterais, dolorosas ou não
preferencialmente na mucosa jugal
podem ser erosadas, neste caso denominadas líquen plano erosivo.
possibilidades de manifestação
papular
em placa
dorso da lingua
reticular
mais comum -- Estrias de Wilckham
mucosa jugal, lingua, gengiva e labios
atrófico
gengiva
descamativa
erosivo
mucosa jugal, gengiva e dorso da lingua
eritematosa ou ulcerada
bolhoso
mucosa jugal, gengiva e dorso da lingua
TTO
s/ dor ou desconforto = acompanhamento
Qualquer alteração da sua caracterização, faz a intervenção cirúrgica para a remoção da lesão
casos de desconforto sem alteração da característica da lesão, pode fazer corticoide tópico ou sistêmico em determinadas situações
assintomáticos, a conduta é expectante, com higiene oral e acompanhamento semestral (risco de malignização)
lesões erosivas e dolorosas geralmente são controladas tanto por corticóides tópicos quanto sistêmicos
queilite actínica
processo inflamatório dos lábios causado por radiação solar.
forma aguda (p.ex., aquela pessoa que foi à praia, ou local muito quente)
lábio apresenta-se congesto, edemaciado, com fissuras perpendiculares e coberto por crostas amareladas e sanguinolentas
autolimitado e o tratamento é efetivo
crônica (p.ex. paciente agricultor, trabalha no sol por muitos anos)
descamação leve, com crostas sobrepostas esbranquiçadas ou acinzentadas
pacientes tem risco de malignização da lesão
TTO
agudo
pomadas com corticoides
cronica
aplicação de ácido retinoico, cirurgia com laser ou criocirurgia
hidratação labial
uso de filtro solar labial; hidratante labial e acompanhamento