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Neurologia V - DOENÇA DO DISCO TORACOLOMBAR (CONSIDERAÇÕES GERAIS E…
Neurologia V - DOENÇA DO DISCO TORACOLOMBAR
CONSIDERAÇÕES GERAIS E FISIOPATOLOGIA CLINICAMENTE RELEVANTE
As extrusões de disco (tipo I) em cães e gatos são geralmente ventrais ou ventrolaterais
Ocorrem geralmente entre os níveis vertebrais T11 e L3
Os discos entre T12-T13 e T13- L1 são os locais mais comuns para a ocorrência dessas extrusões em cães de raça pequena
Em animais maiores, ocorrem com mais frequência nos locais dos espaços discais de L1-L2 e L2-L3
O espaço do disco intervertebral L4-L5 parece ser o local mais comum em gatos
(apesar de raro)
A doença do disco na região toracolombar é encontrada com mais frequência que a doença de discos cervicais
Sinais clínicos relacionadas à dor ou a vários graus de fraqueza nos membros pélvicos
Extrusões de disco toracolombar (tipo I) resultam, mais tipicamente, em paraparesia ou paraplegia aguda
E o motivo pode ser o espaço epidural limitado no canal vertebral toracolombar, em comparação com a região cervical
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
A mielopatia degenerativa é um diferencial em potencial para a protrusão de disco (tipo II)
Transtornos inflamatórios (p. ex., discoespondilite, empiema epidural)
TÉCNICA CIRÚRGICA
A hemilaminectomia é o procedimento cirúrgico mais comum para descompressão da medula espinhal e remoção de material do disco
COMPLICAÇÕES
Piora neurológica, hemorragia, infecção pós-operatória e formação de seroma
As infecções do trato urinário (ITUs) pós-operatórias são comuns em cães sofrendo de extrusões
A perda da percepção clinicamente detectável da dor profunda (PDP) nos membros pélvicos está associada a um prognóstico reservado a ruim
O desenvolvimento de mielomalacia focal ou difusa (liquefação do parênquima da medula espinhal) é uma preocupação
Com cães que perderam a percepção para dor e pode geralmente ser descartada somente na cirurgia (via uma durotomia)