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Tratamento de feridas - II (Fatores do Hospedeiro que Afetam a…
Tratamento de feridas - II
Cicatrização Úmida do Ferimento
No ambiente úmido, o desbridamento é acelerado e seletivo, a formação do tecido de granulação é promovida e a epitelização é mais rápida
Permite desbridamento autolítico pelas enzimas endógenas que decompõem o tecido necrótico, mas não o saudável
Isso ocorre dentro de 72–96 horas sob uma bandagem oclusiva
Os glóbulos brancos migram mais rapidamente em um ambiente úmido
Crostas não se formam na cicatrização do ferimento úmido; desse modo, os glóbulos brancos não são aprisionados e os medicamentos tópicos penetram melhor
O ritmo de epitelização é duas vezes mais rápido para os ferimentos que são mantidos úmidos com curativos oclusivos
Bandagens hidrófilas, oclusivas ou semioclusivas ajudam a manter o ferimento quente e úmido
Calor elevado melhora a atividade enzimática
Possíveis desvantagens:
Colonização (não infecção) bacteriana da superfície do ferimento
Foliculite
Maceração da borda do ferimento
Fatores do Hospedeiro que Afetam a Cicatrização do Ferimento
Animais mais velhos tendem a cicatrizar mais lentamente
(Por doença concomitante ou debilitação)
Animais desnutridos ou que apresentem concentração sérica de proteínas abaixo de 1,5 - 2g/dL podem ter cicatrização atrasada e uma força reduzida do ferimento
Doença hepática pode causar deficiências do fator de coagulação
Hiperadrenocorticismo atrasa a cicatrização do ferimento
(excesso de circulação de glicocorticoides)
Animais com diabetes melito apresentam cicatrização atrasada do ferimento e predisposição às infecções
A uremia ocorrendo dentro de 5 dias após a lesão compromete a cicatrização
(altera os sistemas de enzimas, trajetos bioquímicos e metabolismo celular)
A obesidade é associada a uma incidência mais alta de infecções pós-operatórias
Os ferimentos cutâneos têm uma cicatrização mais lenta nos cães que nos gatos
Ferimentos em gatos que cicatrizam por segunda intenção, cicatrizam mais lentamente, produzem menos tecido de granulação que em cães
Características do Ferimento que Afetam a Cicatrização
Superfícies intactas como periósteo, fáscias, tendões e bainha nervosa não suportam tecido de granulação
(cicatrizam lentamente quando expostas)
Material estranho nos ferimentos destrói a matriz do ferimento, prolonga a inflamação e atrasa a fase fibroblástica do reparo do tecido
(pela liberação das enzimas desenvolvidas para degradar os corpos estranhos)
Exposição do ferimento aos antissépticos atrasa a cicatrização e pode predispor a uma infecção
As incisões criadas com instrumentos cirúrgicos afiados cicatrizam mais rápido e com menos necrose na margem do ferimento que aquelas feitas com tesoura, eletrobisturi ou laser
Toxinas bacterianas e os infiltrados inflamatórios associados causam a necrose celular e a trombose vascular
A cicatrização depende do suprimento de sangue, que transporta oxigênio e substratos metabólicos para as células
O comprometimento do suprimento de sangue por trauma, bandagens apertadas ou movimento do ferimento torna a cicatrização mais lenta
Fatores Externos que Afetam a Cicatrização do Ferimento
A radioterapia e alguns fármacos atrasam a cicatrização do ferimento
Radioterapia reduz a quantidade de vasos sanguíneos, afeta a maturação do colágeno e causa uma fibrose dérmica
Os corticosteroides deprimem todas as fases de cicatrização e aumentam as chances de infecção
A vitamina A e os esteroides anabólicos podem reverter os efeitos dos corticosteroides na cicatrização
Os fármacos anti-inflamatórios suprimem a inflamação, mas causam pouco efeito na força do ferimento
Fármacos quimioterapêuticos inibem a cicatrização do ferimento
(p. ex., ciclofosfamida, metotrexato, doxorrubicina)
Quimioterapêuticos e a radioterapia devem ser evitados por 2 semanas depois da cirurgia
As vitaminas A, E e o aloe vera podem promover a cicatrização nos ferimentos irradiados