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OBSTETRÍCIA Distocia II - Estática Fetal e causas Fetais (Estática fetal…
OBSTETRÍCIA Distocia II - Estática Fetal e causas Fetais
Estática fetal caracteriza a disposição do feto no interior do útero durante a gestação e sua postura no momento do parto
Pode ser descrita pela relação do feto com a pelve materna
Ou pela definição de apresentação, posição
e atitude
Apresentação
Relação entre o eixo longitudinal do feto e o eixo longitudinal materno
Longitudinal anterior (cefálica)
Cabeça e os membros dianteiros estão voltados para a via fetal
Longitudinal posterior (podálica)
Para carnívoros
Nascem fetos tanto em apresentação anterior quanto posterior
Sendo mais frequente a insinuação
cefálica (anterior)
Posição
Relação da porção dorsal do feto sustentado pela calota craniana e pela coluna vertebral com o dorso materno
Parto normal (eutócico)
Apresentação deve ser longitudinal e
a posição, dorsal ou superior
Dorso do feto voltado para a coluna vertebral da mãe
Atitude
Relação entre as partes móveis do produto
Membros anteriores, membros posteriores, cabeça e pescoço e o próprio corpo
Parto eutócico
Espera-se apresentação longitudinal anterior, posição superior e atitude estendida
DISTOCIAS DE CAUSA FETAL
Podem ser provocadas por
Deficiência de esteroides adrenais
Tamanho do feto
Defeitos: duplicação de membros ou cabeça
Ascites
Anasarca
Hidrocefalia
Alterações na estática fetal
Apresentações distócicas
Transversodorsal
Feto com o dorso transversalmente voltado para o canal do parto
Membros posteriores, cabeça-pescoço
e membros anteriores nos cornos uterinos
Transversoventral
Feto com o ventre transversalmente voltado para a via fetal
Quatro membros insinuados no canal do parto
Verticodorsal
O feto encontra-se
em flexão máxima para a curvatura maior e o fundo do útero
Dorso verticalmente direcionado para a via fetal
Verticoventral
O feto encontra-se
de costas para a curvatura maior e o fundo do útero
Ventre verticalmente direcionado para a via fetal
Nos carnívoros apresentações transversais são frequentes,
apresentações verticais são teoricamente impossíveis de ocorrer
Pela forma anatômica dos cornos uterinos
Posições distócicas
O inferior e o lateral direito ou esquerdo
Atitudes distócicas
Cabeça e pescoço
desvio esternal, lateral direito e esquerdo, dorsal, flexão da articulação atlanto-occipital
Membros anteriores
flexão dos membros sobre a nuca, flexão da articulação cárpica, flexão das articulações escapuloumeral e umerorradial
Membros posteriores
flexão da articulação társica, flexão da articulação coxofemoral
Causa das distocias fetais - monstros
Monstro simples
Polimelia: aumento do número de membros
Hidrocefalia: aumento dos líquidos cefalorraquidianos
Anasarca: edema generalizado do feto – torção do cordão umbilical
Ascite: acúmulo de líquido no abdome devido a vários fatores
Contraturas e torções articulares
Esquistossoma reflexo: ampla abertura da cavidade torácica e abdominal com evisceração, lordose, anquilose
e contratura dos membros
Perosomus elumbis: ausência de vértebras coccígeas, sacras e lombares
Monstro complexo
Diprosopus: caracterizam-se
por apresentarem duas faces
Dicephalus: o feto desenvolvese
com duas cabeças isoladas
Thoracopagus: desenvolvimento de dois fetos unidos pela região torácica
Thoracogastropagus: união dos gêmeos pelas regiões torácica e abdominal
Ischiogastropagus: a união ocorre na pelve e no abdome
Duplicitas posterior: apresentam formação única anterior com subdivisão do posterior a partir do abdome
Ciclopia, Amorphus globosus
espinha bífida
Possibilidades de tratamento do parto distócico
Estímulo às contrações
Episiotomia
Tração forçada
Correção das distocias fetais
Fetotomia
Cesariana
Histerotomia (incisão na cérvix)
Sacrifício do animal
INTERVENÇÃO NO PARTO
Distocia
Dificuldade de nascer ou inabilidade materna para expelir os fetos pelo canal do parto sem assistência
Mais frequente nas cadelas do que nas gatas
Incidência de 5%, podendo chegar a 100% em
algumas raças
Distocias de causa
materna superam as de causa fetal e são prevalecentes
Principais causas em cães e gatos
Materna
Inércia primária completa
Inércia primária parcial
Estreitamento do canal do parto
Torção uterina
Prolapso uterino
Estenose uterina
Hidralantoide
Inércia primária: quando o útero falha em contrair, em resposta aos estímulos endógenos característicos do parto
Inércia secundária: devido à exaustão do miométrio, causada por obstrução do canal do parto
Fetal
Defeitos da estática fetal
Malformações
Fetos grandes
Morte fetal
Tratamento
Indicações gerais para a cesariana no caso de distocia
Inércia uterina primária parcial ou completa, que não responde ao tratamento
Inércia uterina secundária
Estenoses pélvicas ou da via fetal mole
Fetos absolutos ou relativos grandes
Excesso ou deficiência de líquidos fetais
Defeitos de apresentação, posição ou atitude
Morte fetal/decomposição
Toxemia da gestação ou doenças da parturiente
Profilática
Gluconato de cálcio 10%
Adicionar glicose se necessário
Repetir cálcio
Ocitocina
Fórceps, cesariana
Pode ser
Fracasso
Fracasso
Fracasso