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Sofrimento Mental (Concepções a partir do CC e CP (O perito observa a…
Sofrimento Mental
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Retrospecto histórico
Homero: loucura como algo proveniente dos deuses. A culpa da loucura era algo divino e não do indivíduo. Também não existia uma busca pela cura, mas, para aplacar a ira dos deuses.
Eurípedes: inclui um elemento psicológico para explicar a loucura. O foco sai do mitológico para o passional
Hipócrates: grande virada no pensamento. No organismo/cérebro estaria a causa da loucura. Tratamentos são pensados para amenizar o problema.
Galeno: dissecação cerebral para provar que a loucura tem causa orgânica. Avança ao estabelecer uma classificação de sintomas
Idade Média: loucura como possessão demoníaca. Concepção que segue até o século XVII. Retrocesso justificado pela fé/crença: punição ao corpo como uma "cura"
Século XVII: racionalismo científico - loucura como desajuste a ser modalizado socialmente e moralmente. Surgem os asilos. Os castigos físicos são aplicados para "tratamento moral" e "reeducação". O asilo funcionava, portanto como um local de limpeza social. O louco é equiparado ao miserável e ao criminoso.
Pinel: loucura é um problema médico-social. A reeducação não vem pela surra, mas, pelo tratamento. A reinserção do louco na sociedade seria, portanto, possível.
Séculos XVIII e XIX: não finda o castigo físico, mas, novas proposições surgem. O problema passa a ser médico. Loucura como lesão orgânica.
Século XX: farmacologização, internação para promover cura. Psiquiatra como sabedor da loucura, Para Foucault, o hospital aprisiona corpos e estabelece submissão, além de tratamento punitivo ao corpo. Os resquícios existem até hoje
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Críticas e reformas
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ideia de promoção da saúde mental + rede assistencial que visa menos internações. Prevenção/tratamento/reabilitação
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Reforma humaniza as relações. A doença é um sofrimento existencial e não um objeto isolado. Cura não existe.
Lei 180 de revisão psiquiátrica italiana: proíbe construção de hospitais e revoga artigo do código penal sobre a periculosidade criminal do indivíduo. Diferentemente da experiência brasileira que manteve no CP a periculosidade e no CC a interdição
Datas importantes: 1989 - NAPS; 1990 - Declaração de Caracas; 1987/1992/2001 - Conferências no Brasil; 2004 - Congresso Brasileiro do CAPS; 2001 - Lei 10.216; 2005 - Carta de Brasília.