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Anafilaxia, Take-home messages:, ⦁ Administrar imediatamente e repetir se…
Anafilaxia
Tratamento
O pronto reconhecimento do quadro é fundamental para o sucesso do tratamento, que tem três aspectos fundamentais:
Administração rápida de adrenalina: em função de sua ampla atuação sobre os mecanismos fisiopatológicos da anafilaxia, a adrenalina é considerada a droga de primeira linha para seu tratamento.
Decúbito dorsal com MMII elevados
Manutenção adequada da volemia
Adrenalina 1:1000 (1 mg/ml)
Adultos/adolescentes: 0,2-0,5 mg (dose máxima) IM na face antero-lateral da coxa
Crianças: 0,01 mg/kg up até o máximo de 0,3 mg IM na face antero-lateral da coxa
Outras medicações que podem ser usadas como segunda e terceira linha
Beta-agonistas (Sulfato de Salbutamol)
Antí-histamínicos (Prometazina, Difenidramina, Ranitidina)
Glicocorticosteroides (Metilprednisona, Prednisona)
Expansão de volume
Ringer Lactato
Solução salina
Oxigênio
Planejamento após a alta
Evitar a exposição ao alérgeno
Plano de ação: deve conter identificação pessoal, fatores desencadeantes, contatos de emergência, descrição de sinais e sintomas comuns, e orientações para o uso do dispositivo de adrenalina autoinjetável
Encaminhamento para o especialista: para confirmação do agente etiológico/cofatores, orientação dietética e avaliação do prognóstico
Observações
Identificar hstória prévia de sintomas semelhantes: Recorrência de uma manifestação alérgica localizada;
Definição do agente causal: Interrogar minuciosamente os principais agentes causadores de anafilaxia;
Inventário: Todas as medicações utilizadas pelo paciente devem ser listadas e deve-se tentar estabelecer uma relação temporal entre o uso e quadro;
Reação anafilactoide: Não é importante estabelecer a diferença.
Diferenças
Anafilaxia
Reação alérgica grave e de rápida progressão que pode provocar a morte
Choque anafilático
É a forma mais grave de reação de hipersensibilidade (alergia), desencadeada por diversos agentes como drogas, alimentos e contrastes radiológicos. Os sinais e sintomas podem ter início após segundos à exposição ao agente ou até uma hora depois.
sensação de desmaio;
pulso rápido;
dificuldade de respiração, incluindo chiados no peito, tosse;
náusea e vômito;
dor no estômago;
inchaço nos lábios, língua ou garganta;
placas altas e com coceira na pele (urticária);
pele pálida, fria e úmida;
tontura, confusão mental, perda da consciência;
parada cardíaca.
Diagnóstico
I ou II ou III
I: Início súbito de sintomas envolvendo pele, mucosas ou ambos e mais um dos seguintes:
Acometimento de vias respiratórias;
Hipotensão ou sintomas de hipotensão.
II: Dois ou mais dos seguintes:
Envolvimento de pele/mucosas;
Acometimento de vias respiratórias;
Hipotensão ou sintomas de hipotensão;
Sintomas gastrointestinais persistentes.
III: Hipotensão após exposição a um alérgeno conhecido do paciente.
Avaliação laboratorial não é necessária para fechar o diag. mas podemos observar aumento nos níveis séricos de triptase e histamina
Principais causas
venenos: abelhas, marimbondos, vespas, etc; (venenos de inseto da ordem Hymenoptera)
medicamentos: alguns antibióticos, como a penicilina, alguns antiinflamatórios, anestésicos, contrastes contendo iodo, insulina, entre outros;
alimentos: camarão, mariscos, frutos do mar, amendoim, dentre outros;
latex: derivados da borracha, como luvas.
Exercícios
Imunoterapia
Contrastes
Idiopática
Epidemiologia
Estima-se que a incidência de anafilaxia seja em torno de
10 a 20 casos/100.000 habitantes por ano.
Fisiopatologia
Hpersensibilidade imediata mediada pela IgE. Após o contato com o alérgeno, a formação de complexos antígeno-anticorpo leva à rápida ativação dos mastócitos e basófilos, com a liberação de diversos mediadores inflamatórios
Sintomas/ Quadro Clínico
Dores locais: no abdômen ou peito
No sistema respiratório: dificuldade ao respirar, falta de ar, respiração ruidosa, respiração rápida ou respiração sibilante
Na pele: erupções, inchaço sob a pele, pele azulada por má circulação ou urticária
No corpo: desmaio, pressão baixa, rubor ou tontura
No nariz: congestão ou espirros
No aparelho gastrointestinal: náusea ou vômito
Na fala: espasmo das cordas vocais ou dificuldade na fala
Também é comum: coceira, colapso, confusão mental, dificuldade em engolir, inchaço facial, inchaço na língua, ritmo cardíaco acelerado, sentimento de tragédia iminente ou tosse
Manifestações Clínicas: Apresenta-se com manifestações isoladas ou em combinação envolvendo diversos sistemas, podendo incluir:
Diagnósticos diferenciais
I: Hipotensão, dispneia ou síncope:
Arritmias cardíacas;
Infarto agudo do miocárdio;
Sepse;
Hipovolemia;
Aspiração de corpos estranhos;
TEP;
Hipoglicemia.
II: Aumento endógeno da histamina:
Mastocitose;
Urticária pigmentosa;
Peixe contaminado com histamina.
III: Eritema difuso:
Síndrome carcinoide;
Uso de clopropamida;
Carcinoma medular de tireoide;
Epilepsia com manifestações autonômica;
Climatério;
Eritema facial idiopático.
IV: Causas não-orgânicas que simulam anafilaxia:
Reação vaso-vagal;
Alergia factícia;
Síndrome do pânico;
Disfunção das cordas vocais.
V: Urticária e angioedema:
Angioedema hereditário;
Uso de IECA;
Urticária crônica.
Take-home messages:
– Em casos leves, o paciente deve ficar sob observação clínica por, no mínimo, 6-8 horas; em casos graves, 24-48 horas.
– Em 10% dos casos, reações bifásicas podem ocorrer entre 8 e 12 horas após o episódio agudo.
– Indivíduos com asma mal controlada têm maior risco de reações fatais.
– Quanto mais a hipotensão se agrava na evolução da reação, menor será a resposta ao tratamento com adrenalina.
– É fundamental a orientação sobre a possibilidade de recorrência de sintomas até 12 horas após o episódio.
⦁ Administrar imediatamente e repetir se necessário a cada 5-15 minutos. Monitorar toxicidade (frequência cardíaca).
⦁ Adrenalina em diluições 1:10.000 ou 1:100.000 somente devem ser administradas via EV nos casos de parada cardiorrespiratória ou profunda hipotensão que não respondeu à expansão do volume ou múltiplas injeções de epinefrina IM
Manejo na emergência