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MIASTENIA GRAVIS, Prof. Andrea Amaral - GP 02 - APG 30 - Denizard Saloni,…
MIASTENIA GRAVIS
Clínica
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crise miastênica
fraqueza de predomínio em musculatura bulbar com disfagia, disartria, seguida por dispneia com diminuição da capacidade vital, atelectasia e microaspirações, evoluindo em alguns casos para insuficiência respiratória necessitando de ventilação mecânica.
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dificuldade na mastigação associada a fraqueza na língua, do palato ou da faringe faringe, levando à regurgitação nasal ou aspiração de líquidos ou alimentos
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TRATAMENTO DE MG
O tratamento sintomático é feito com inibidores da acetilcolinesterase (piridostigmina), e o tratamento modificador da doença ou de manutenção, das crises miastênicas e dos casos refratários é feito com imunossupressores, imunoglobulina, plasmaférese e timectomia. Inexiste tempo predefinido de tratamento, visto que se trata de uma doença crônica
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É definido de acordo com a intensidade dos sintomas (leves, moderados e graves), características da doença (crise miastênica, presença de timoma, presença de anticorpos anti-ACh) e resposta aos tratamentos anteriores (casos refratários)
TRATAMENTO SINTOMÁTICO
Para os pacientes que não respondem adequadamente a piridostigmina, a recomendação é adicionar o corticosteroide para obter a remissão dos sintomas. A prednisona é o corticosteroide mais comumente utilizado.
Os inibidores da acetilcolinesterase, como a piridostigmina, inibem transitoriamente o catabolismo da acetilcolina (ACh) pela acetilcolinesterase aumentando a quantidade e a duração desse neurotransmissor na fenda sináptica e, consequentemente, melhorando a força muscular
O objetivo do tratamento é tornar os pacientes minimamente sintomáticos e minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos
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Diagnóstico
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A confirmação poderá ser feita por meio de testes à beira do leito, como os testes farmacológicos e do gelo, além de estudos eletrofisiológico e laboratorial.
Teste do gelo
Consiste na aplicação de um bloco de gelo na pálpebra acometida por um período de 2 minutos, observando-se em seguida, melhora da ptose por período de 15 minutos.
Esse teste só se mostra útil na avaliação da ptose miastênica e não na avaliação da fraqueza extraocular.
O teste é baseado no princípio fisiológico de que a transmissão neuromuscular melhora em temperaturas mais baixas.
Testes farmacológicos
Teste do Edrofônio
Consiste em administrar cloreto de edrofônio por via intravenosa, em doses de 2 mg, a cada 3 a 5 minutos até a dose total de 10 mg.
O paciente deve ser observado quanto à melhora na força de um único músculo extraocular, por 90 segundos entre as doses e por 5 minutos depois que a dose total de 10 mg foi aplicada.
A consideração mais importante no desempenho do teste do edrofônio é a melhora inequívoca na força de um músculo avaliado.
Teste da Piridostigmina
A administração da piridostigmina oral como teste terapêutico pode demonstrar aumento da força muscular, que pode não ser aparente depois de uma única piridostigmina ou neostigmina.
Estudo eletrofisiológico
A eletroneuromiografia é utilizada em pacientes com suspeita de desordem na junção neuromuscular para confirmar um defeito na transmissão neuromuscular e excluir outras doenças das unidades motoras.
Dois testes eletrofisiológicos são usados: o estudo da estimulação elétrica repetitiva e a eletromiografia de fibra única.
Testes laboratoriais
Os testes imunológicos utilizados são a determinação de anticorpos, principalmente contra o AChR, expresso em molar (M). O valor normal é menor que 0,5 M no soro.
O teste sorológico para pesquisa do anticorpo anti-AChR deve ser realizado antes de se iniciar o tratamento com imunossupressor para miastenia gravis, já que essas medicações podem ocasionar aparente soronegatividade ou falso-negativo.
Fisiopatologia
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Sabe-se que as normalidades do timo certamente desempenham papel
relevante na gênese dos anticorpos contra os receptores nicotínicos da placa motora
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Diagnóstico Diferencial
CUIDADO:
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- Síndrome de Eaton-lambert.
- Síndrome de Guillain-Barré.
Lesões intracranianas com efeito de massa ou lesões de tronco encefálico podem causar achados oculares de nervos cranianos que mimetizam a miastenia.
Outras síndromes incluem a síndrome de Lambert-Eaton, tireoideopatias, oftalmoplegia externa progressiva e distrofia oculofaríngea.
DOENÇAS NEUROMUSCULARES
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Miastenia gravis;
A miastenia grave é uma doença autoimune em que a comunicação entre os nervos e os músculos é afetada, produzindo episódios de fraqueza muscular.
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Neuropatias periféricas;
é a disfunção de um ou mais nervos periféricos (porção de um nervo distal ao plexo ou à raiz). Isso engloba várias síndromes, caracterizadas por diversos graus de distúrbios sensoriais, dor, fraqueza muscular e atrofia, diminuição dos reflexos tendinosos profundos e sintomas vasomotores, isolados ou em associação.
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Doença de Pompe;
A doença de Pompe, também conhecida como glicogenose tipo II, é um distúrbio neuromuscular hereditário raro que causa fraqueza muscular progressiva em pessoas de todas as idades. Pode-se apresentar em três formas: Infantil, juvenil e adulta.
Fisiologia das Sinapses
Sinapse:
- Conexão funcional entre um neurônio e uma segunda célula.
- São elas que fazem a conexão entre células vizinhas, dando continuidade à propagação do impulso nervoso por toda a rede neuronal.
- Dois processos são utilizados: Eletrônico (Transmissão Eletrônica); Químico (Transmissão Neuro-Química).
Os neurônios fazem a comunicação entre os órgãos do corpo e o meio externo, isso acontece através de sinais elétricos.
Os impulsos elétricos percorrem toda a extensão do neurônio, indo do corpo celular aos axônios, mas não podem passar de um neurônio a outro.
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Tipos de sinapses
Sinapses químicas
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As vesículas contendo neurotransmissores são liberadas na fenda pré-sináptica e reconhecidas por receptores químicos na membrana da célula pós-sináptica.
A ligação química entre o neurotransmissor e o receptor do neurônio seguinte gera mudanças que irão fazer com que o sinal elétrico seja transmitido.
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Sinapse elétrica
Nessas sinapses não há participação de neurotransmissores, o sinal elétrico é conduzido diretamente de uma célula a outra através de junções comunicantes (gap junctions).
Essas junções são canais que conduzem íons, obtendo respostas quase imediatas, isso quer dizer que o potencial de ação é gerado diretamente.
Epidemiologia
não é uma doença rara, apresentando uma prevalência de pelo menos 2 a 7 em 100.000.
Ainda que a doença possa ter início em qualquer idade, apresenta pico bimodal, acometendo principalmente mulheres entre 20 e 40 anos e homens entre 40 e 60 anos de idade.
As mulheres são mais frequentemente acometidas, na razão de 3:2, e a incidência aumenta com a idade.
A ocorrência familiar da miastenia gravis autoimune é rara, mas, em geral, há alta incidência de outras doenças
imunológicas associadas.
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Etiologia
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associada a fatores ambientais, agentes infecciosos e predisposição genética
Prof. Andrea Amaral - GP 02 - APG 30 - Denizard Saloni, Juliano Amoreli, Laís Freitas,
Heloísa Damacena, Anna Beatryz, Júlia Ribas, Yasmin Tomasoni & Lucca Pazini.