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DERMATITE ATÓPICA, Medidas que podem ajudar a reduzir a exposição a…
DERMATITE ATÓPICA
DEFINIÇÃO/ INTRODUÇÃO
Doença cutânea crônica, pruriginosa e inflamatória que ocorre com mais frequência em crianças (5% a 20%), mas também pode afetas adultos
É a principal manifestação cutânea de alergia
Frequentemente associa-se com anormalidades na barreira cutânea e com a sensibilização alérgica
Não há nenhuma característica que seja exclusiva da doença
Sem teste laboratorial confirmatório
Diagnóstico: história clínica e achados do exame físico
Associa-se com outras manifestações alérgicas no indivíduo ou em seus familiares (asma e febre de feno)
DIAGNÓSTICO
Critérios clínicos
Critérios maiores
Prurido
Erupção na face e/ou superfície extensora em crianças
menores e lactentes
Liquenificação nas áreas flexurais em crianças maiores
Tendência a cronicidade ou recorrências crônicas
História pessoal ou familiar de manifestações de atopia: asma,
rinite, dermatite atópica
Outros achados comuns
Xerose cutânea
Prega de Dennie-Morgan (linha acentuada na pálpebra inferior)
Escurecimento ao redor dos olhos
Palidez facial
Pitiríase alba
Queratose pilar
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provavelmente devido à inflamaçao e coçadura constantes, surgem duas ou até três pregas
pele seca
PROFILAXIA
Evitar o contato com as substâncias que se sabe irritarem a pele ou alimentos aos quais a pessoa é sensível
- pode prevenir uma erupção cutânea
Tentar reduzir o estresse emocional
Etiologia
Dermatite atópica
afeta principalmente crianças em áreas urbanas ou países desenvolvidos, e a prevalência aumentou ao longo dos últimos 30 anos; até 20% das crianças e 1 a 3% dos adultos são afetados em países desenvolvidos.
A maioria das pessoas com a doença a desenvolve antes dos 5 anos, muitas delas antes do 1º ano de vida.
A hipótese
não comprovada da
higiene
é de que a menor exposição infantil precoce a agentes infecciosos (i.e., por causa de condições de higiene mais rigorosas em casa) pode aumentar o desenvolvimento de doenças atópicas e autoimunidade a autoproteínas; muitos pacientes ou familiares com dermatite atópica também têm asma ou rinite alérgica.
Fatores de risco
Fatores hereditários:
Presença de pais e/ou irmãos com atopia.
Caso ambos os pais apresentem DA a chance de um lactente desenvolver a doença é cerca de 70%.
Não parece haver distribuição preferencial quanto ao sexo, embora alguns estudos demonstrem um discreto
predomínio entre doentes do sexo feminino
Fatores imunológicos: → inconclusivos
Potenciais marcadores imunológicos para a DA estão sendo avaliados, tais como a IgE do cordão umbilical, menor produção de interferona g (IFNγ) em lactentes e crianças, e a produção de interleucinas.
Baixa sensibilidade e especificidade destes achados não permitem sua utilização na prática clínica
Fatores ambientais:
Inquéritos epidemiológicos apontam para uma maior prevalência de DA em famílias pequenas, de nível socioeconômico mais
elevado
, especialmente em mães com maior grau de escolaridade e que vivem em ambientes urbanos.
Este fenômeno pode ser explicado pela
teoria da higiene
, em que a
maior
frequência de alergia relaciona-se a um
menor contato com determinados vírus e bactérias
, estimulando setores específicos do sistema imunológico, e contribuindo para uma menor intensidade da resposta alérgica
TRATAMENTO
Manutenção da integridade da barreira cutânea (pele)
Hidratação da pele
adequada
Hidratar a pele com hidratantes
corporais 2x ao dia
É recomendado que se use o hidratante após o banho, que é quando a pele ainda úmida absorve melhor o hidratante
O hidratante deve ser sem fragrância
ou conservantes de preferência
Wet wraps
O paciente deve passar o hidratante e
envolver a pele com compressas de
algodão umido/ roupa úmida e depois
vestir uma roupa seca
Deixar durante um tempo (máximo de 12h)
para ver se o hidratante penetra mais na pele
e ajuda a reestabelecer a integridade da barreira
cutânea
Redução dos fatores
estressores e agressores
Uso excessivo de sabonete
Acaba retirando de maneira excessiva
a “gordura” natural do corpo que ajuda na
hidratação da pele
Banho quente e prolongado
Outros: hidratantes inadequados, fricções excessivas e produtos químicos
Controle da inflamação
Principalmente na fase
aguda da doença (crises)
Corticoide tópico
1x ao dia
Betametasona
Triancinolona
Reduzem o prurido e as lesões eczematosaa
Usada por pouco tempo, principalmente se
a potência for elevada
Desonida
Usadas até a melhora da lesão
Ter cuidado com o uso excessivo
para evitar:
Alteração da pele
Atrofia cutânea
Desenvolvimento de estrias
Alteração na pigmentação
da pele
Imunomoduladores
topicos
Inibidores de calcineurina
Tacrolimo
Pimecrolino
Atuam diretamente na inflamação TH2
Tacrolimo: a partir dos 6 meses
Pimecrolino: após os 2 anos
2x ao dia
Alteram menos a pele e por isso é mais
seguro seu uso na região de face e frauda
Não são absorvidos sistemicamente
Efeitos adversos
Ardor
Prurido
Utilizar protetor solar durante
tratamento
Controle do prurido
Principalmente na fase
aguda da doença
Terapia tópica
Anti- histaminicos por
via oral
1º geração que induz
o sono (crianças)
Terapêutica de 2º linha:
Ciclosporina
Curso curto de corticoide oral
Fototerapia
Tratamento da dermatite atópica
infectada
Antibiótico topico
Infecções localizadas
Mupirocina
Ácido fusídico
Antibiótico sistemico
Lesões disseminadas
Cefalexina
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
CARACTERÍSTICAS COMUNS
APRESENTAÇÃO CLÍNICA VARIÁVEL, DEPENDE DA IDADE E ATIVIDADE DA DOENÇA
ECZEMA
AGUDO
PÁPULAS E VESICULAS ERITEMATOSAS PRURIGINOSAS COM EXSUDAÇÃO E CROSTAS
CRÔNICO
PÁPULAS ERITEMATOSAS SECAS, ESCAMOSAS OU ESCORIADAS
LIQUENIFICAÇÃO E FISSURAS PODE SE DESENVOLVER COM TEMPO
PELE SECA E PRURIDO INTENSO SÃO OS SINAIS CARDINAIS
HIPER-REATIVIDADE CUTANEO
ESTÍMULOS AMBIENTAIS
EXPOSIÇÃO A ALIMENTOS E ALÉRGENOS
INFECÇÃO MICROBIANA
ESTRESSE
OCORRE NO 1º ANO DE VIDA EM 60% E AOS CINCOS ANOS 85% DOS CASOS
CRIANÇAS E ADOLESCENTES (2-16 ANOS)
MENOS EXSUDAÇÃO, PLACAS LIQUENIFICADAS EM DISTRIBUIÇÃO FLEXURAL
PODEM APRESENTAR PIGMENTAÇÃO RETICULADA NA REGIÃO DO PESCOÇO
"PESCOÕ SUJO ATÓPICO"
ADULTOS
CONSIDERADA MAIS LOCALIZADA E LIQUENIFICADA
REGIÕES DE FLEXÃO
ENVOLVE COM MENOR FREQUÊNCIA O ROSTO, PESCOÇO E MÃOS
BEBÊS E CRIANÇAS (0-2 ANOS)
LESÕES PRURIGINOSAS, VERMELHAS, ESCAMOSAS E CROSTOSAS
BOCHECHA E SUPERFICIE EXTENSORA, OU COURO CABELUDO
LESÕES AGUDAS PODEM INCLUIR VESÍCULAS
CASOS GRAVES: EXSUDATO SEROSOS E CROSTAS
CARACTERÍSTICAS ASSOCIADAS
PALIDEZ CENTROFACIAL, DERMOGRAFISMO BRANCO, CERATOSE PILAR, HIPERLINEARIDADE PALMAS, PITRÍASE ALVA, ESCURECIMENTOS PERIORBITAL E DOBRAS INFRAORBITAIS DE DENNIE-MORGAN
CONSIDERADOS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS MENORES
PACIENTES PODEM APRESENTAR, OS ESTIGMAS ATÓPICOS
COMPLICAÇÕES
PREDISPOSIÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DE INFECÇÕES CUTÂNEAS BACTERIANAS E VIRAIS
Staphylococcus aureus
IMPETIGINIZAÇÃO DAS LESÕES
CURSO RECIDIVANTE CRÔNICO DE MESES A ANOS
ECZEMA HERPÉTICO (ERITEMA VARICELIFORME DE KAPOSI)
RARA, MENOS DE 3% DOS PACIENTES
INFECÇÃO VIRAL POR HERPES SIMPLES
VARIANTES REGIONAIS
ECZEMA PALPEBRAL
QUELITE ATÓPICA
ECZEMA ATRÓPICO DAS MÃOS
Epidemiologia
A prevalência da dermatite atópica apresenta tendência de elevação nas últimas décadas nos países industrializados. Estima-se que 10 a 20% das crianças nos Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália sejam acometidas pela doença. Nos adultos a prevalência aproximada varia de 1 a 3%. Curiosamente, a prevalência é menor nos países menos industrializados e entre povos vivendo em áreas rurais. Isso sugere que fatores ambientais podem desempenhar um papel crítico no desenvolvimento da doença. Alguns fatores de risco relacionados à doença estão relacionados ao estilo de vida adotado nos países desenvolvidos
FISIOPATOLOGIA
MORFOLOGIA
inespecífica, histopatologia semelhante a outras dermatites eczematosas agudas
espongiose
edema intradérmico
o líquido penetra na epiderme, onde se espalha além dos queratinócitos
os espaços intracelulares tornam-se mais proeminentes e fáceis de visualizar
infiltrado linfocitário perivascular superficial
edema dérmico papilar
degranulação dos mastócitos
tradicionalmente atribuída a exposição à substâncias alergênicas
atualmente sabe-se que deriva de defeitos dos queratinócitos, com forte base genética
cromossomo 1q21
possui o complexo de diferenciação epidérmica, onde encontram-se genes ligados à diferenciação e à função da barreira epidérmica
mutações da filagrina
HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV
SENSIBILIZAÇÃO
desencadeada por exposição ao antígeno ambiental com agentes sensibilizantes que reagem quimicamente com autoproteínas
autoproteínas modificadas são processadas pelas células de Langerhans
células de Langerhans migram para os linfonodos de drenagem e apresentam o antígeno para as células T naive
MEMÓRIA IMUNOLÓGICA
após a reexposição ao antígeno, os linfócitos TCD4+ de memória ativados migram para os locais afetados na pele
na pele, liberam citocinas que recrutam células inflamatórias adicionais, que também vão mediar o plano epidérmico
Resposta inflamatória TH2
defeito da barreira causado por alteração na composição de lípides
diminuição das cermaidas, que são moléculas presentes no espaço extracelular
Medidas que podem ajudar a reduzir a exposição a substâncias comuns encontradas dentro de casa
Usar travesseiros de fibra sintética e cobertas impermeáveis
Lavar as roupas de cama com água quente
Remover tapeçarias, brinquedos macios e tapetes e não ter animais domésticos (para reduzir ácaros e caspas de animais)
Uso de circuladores de ar equipados com filtros de particulados no ar de alta eficiência (HEPA) nos quartos e em outras áreas de convivência frequentemente ocupadas
Uso de desumidificador no porão, em áreas de pouca ventilação e ambientes úmidos (para reduzir o mofo)
O quarto ou outros ambientes onde passa a maior parte do tempo devem ser bem arejados, desprovidos de muitos móveis, cortinas, carpetes e bichos de pelúcia
Substâncias irritantes, como produtos químicos em geral, roupas de lã, poeira e fumaça de cigarro devem ser evitadas
PARTICIPANTES: Maillany Amorim Gomes, Fernanda Vendramini Rosal, Sthefany Sousa, Diorge Carneiro, Osmar Filho, Hysslley Mota, Eduarda Gomides, Júlia Gondim, Mateus Correa, Ana Luiza Araujo
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras doenças eczematosas. Na infância, principalmente com dermatite
seborreica; nos adultos, descartar líquen simples crônico, dermatite de contato e dermatite seborreica.
É necessária
a presença de três critérios maiores e três critérios menores para o diagnóstico.