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TRANSTORNO DO PÂNICO E AGORAFOBIA - Coggle Diagram
TRANSTORNO DO PÂNICO E AGORAFOBIA
TRANSTORNO DO PÂNICO
Introdução
Um ataque intenso agudo de ansiedade acompanhado por sentimentos de desgraça iminente
Comorbidades são frequentes, mais comumente a agorafobia
Epidemiologia
Prevalência: 1 a 4%
Mulher 3:1
Poucas diferenças entre as raças
História de divórcio ou separação
Idade adulta jovem (25 anos)
91% tem pelo menos outro transtorno psiquiátrico
Etiologia
Tônus simpático aumentado
Neurotransmissores: norepinefrina, serotonina e GABA
Hipersensibilidade pós-sináptica a serotonina
Atenuação da transmissão GABAérgica na amígdala basolateral, no mesencéfalo e no hipotálamo
Substância indutoras de pânico (dióxido de carbono, lactato de sódio, bicarbonato, ioimbina, mCPP, medicamentos m-Carolines, colecistoquinina e cafeína)
Atrofia do lobo temporal direito
Fatores genéticos (4-8x no risco de parentes)
Diagnóstico Diferencial
Outro transtorno de ansiedade especificado ou transtorno de ansiedade não especificado
Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica
Transtorno de ansiedade induzido por substância/medicamento
Outros transtornos mentais com ataques de pânico como característica associada
Curso
Crônico e variável
Quem tem ataques repetidos, se preocupam muito com os sintomas
Frequência e a gravidade podem oscilar
Podem ocorrer várias vezes por dia ou menos de uma vez por mês
A depressão pode complicar o quadro de sintomas em 40 a 80% de todos os pacientes
Afeta interações na família e o desempenho na escola e no trabalho
Tratamento
Farmacoterapia + TCC
Terapias familiar e de grupo
ISRS (1ª linha)
Benzodiazepínicos: após 4 a 12 semanas, pode ser reduzido pouco a pouco, ao longo de 4 a 10 semanas
Antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos: são os mais eficazes, mas têm efeitos adversos mais graves
Inibidores da MAO
Diagnóstico DSM-V
A. Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem ≥ 4 dos seguintes sintomas:
Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado calmo ou de um estado ansioso.
Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
Sudorese.
Tremores ou abalos.
Sensações de falta de ar ou sufocamento.
Sensações de asfixia.
Dor ou desconforto torácico.
Náusea ou desconforto abdominal.
Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
Calafrios ou ondas de calor.
Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento).
Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo).
Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
Medo de morrer.
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês (ou mais) de uma ou de ambas as seguintes características:
Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, “enlouquecer”).
Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques (p. ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter ataques de pânico, como a esquiva de exercícios ou situações desconhecidas).
C. A perturbação não é consequência dos efeitos psicológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares).
D. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico não ocorrem apenas em resposta a situações sociais temidas, como no transtorno de ansiedade social; em resposta a objetos ou situações fóbicas circunscritas, como na fobia específica; em resposta a obsessões, como no transtorno obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação de eventos traumáticos, como no transtorno de estresse pós-traumático; ou em resposta à separação de figuras de apego, como no transtorno de ansiedade de separação).
AGORAFOBIA
Epidemiologia
Prevalência: 2 a 6%
3/4 também têm transtorno de pânico
Diagnóstico DSM-V
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das cinco situações seguintes:
Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens, navios, aviões).
Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de estacionamentos, mercados, pontes).
Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas).
Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão.
Sair de casa sozinho.
B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores (p. ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência).
C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou ansiedade.
D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a presença de uma companhia ou são suportadas com intenso medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto sociocultural.
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais de seis meses.
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal, doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente excessivo.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de ansiedade social); e não estão relacionados exclusivamente a obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo), percepção de defeitos ou falhas na aparência física (como no transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no transtorno de ansiedade de separação).
Desenvolvimento e Curso
A maioria apresenta sinais de ansiedade e agorafobia antes do início do transtorno
Início antes dos 35 anos, média de 17 anos (início na infância é raro)
Curso persistente e crônico
A remissão completa é rara (10%)
Diagnóstico Diferencial
Fobia específica, tipo situacional
Transtorno de ansiedade de separação
Transtorno de ansiedade social (fobia social)
Transtorno de pânico
Transtorno de estresse agudo e TEPT
Transtorno depressivo maior
Tratamento
Benzodiazepínicos (Alprazolam e lorazepam)
ISRS. doses essencialmente iguais ao do TTO de depressão, mas costuma-se iniciar com doses mais baixas e elevá-las de modo gradual até a dose terapêutica
Medicamentos tricíclicos e tetracíclicos
Psicoterapia de apoio, psicoterapia orientada ao insight, terapia comportamental e terapia cognitiva