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ALCOOLISMO - Coggle Diagram
ALCOOLISMO
Estágios do alcoolismo
Fase 1
Abuso ocasional
Consumo excessivo
Essa fase é marcada pelo pensamento "beber para ficar bebado"
Usam-se para se "automedicar" e não pensar em certas coisas
Ainda não consomem diariamente
Fase 2
Aumento do consumo como dispositivo de enfrentamento
Começa a ver como a única maneira de eliminar a tensão
Não estão complemente viciados em álcool, mas estão psicologicamente viciados nisso
Não há mudança de aparência externa
Fase 3
Os efeitos do problema de beber começam a programar
Começa-se a aparecer consequências do consomo de álcool
A pessoa se concentra em não se tornar um completo viciado
Fase 4
Mudanças físicas e emocionais reconhecíveis
HAS, danos ao fígado
Consumo diário
Evitam sinais de abstinência
Diminuição da eficiência
Critérios diagnósticos
Transtorno por uso de álcool
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Intoxicação por álcool
Colocar tabela
Abstinência de álcool
Colocar tabela
Teste de rastreamento
AUDIT
Classificação:
Risco baixo:
0 - 7;
Risco médio:
8 - 15;
Risco alto:
16 - 19;
Vício provável:
20 - 40.
Colocar tabela
Exames laboratoriais:
Concentração de álcool no sangue.
GGT.
Transferrina deficiente em carboidrato.
Hemograma.
ALT e AST.
Lipidograma.
Ácido úrico.
Manifestações Clínicas
Em abstinência
É autolimitada
Tremores, primeira manifestação clínica, surge após 6 a 8 hrs
Grau 1
Sintomas leves (tremores, ansiedade, irritabilidade, inquietação, insônia)
Grau 2
Grau 1 + alucinações
Grau 3
Grau 2 + convulsões
Grau 4
Delirium tremens
Desorientação temporoespacial, prejuízo da memória de fixação, degeneração do pensamento, alucinações
Alucinose alcoólica
Alucinações auditivas, mas que podem ser táteis ou visual
Em uso ou logo após
Fala arrastada
Incoordenação
Instabilidade na marcha
Nistagmo
Comprometimento da atenção ou da memória
Estupor ou coma
Alterações comportamentais problemáticas
Comportamento sexual ou agressivo inadequado
Humor instável
Julgamento prejudicado
Estágios da abstinência
De acordo com a OMS, por meio da CID 10, para o diagnóstico de síndrome de dependência de álcool devem existir ao menos quatro sintomas
(1) “craving” - necessidade ou
urgência para beber;
(2) perda do controle - uma
vez que começa, não consegue parar de beber;
(3) tolerância - necessidade de beber quantidades maiores para obter o mesmo efeito
(4) dependência física - sintomas de abstinência
agitação, ansiedade, tremores finos de extremidades, alteração do sono, da sensopercepção, do humor, do relacionamento interpessoal, do apetite, sudorese em surtos, aumento da frequência cardíaca, pulso e temperatura. Alucinações são raras.
síndrome de abstinência (SAA) entre leve a moderada
Ela se inicia 24 e 36 horas após a última dose
, caracterizada por tremores, insônia, agitação e inquietação psicomotora
Por volta de 5% dos dependentes apresentarão uma síndrome de abstinência grave
Isso ocorre cerca de 48 horas após a última dose.
Os sinais autonômicos são mais intensos, com tremores generalizados, apresentam alucinações auditivas e visuais, bem como desorientação temporoespacial
Epidemiologia
O álcool é a droga mais produzida, consumida e que causa mais dependência em todo o mundo.
É o fator mais frequentemente associado a episódios de violência interpessoal
No mundo, 5,9% das mortes (7,6% para homens e 4% para mulheres) são atribuídas ao álcool
No Brasil, 11% dos homens e 2% das mulheres consomem álcool diariamente.
20% das pessoas que buscam um serviço de saúde primário bebem em um nível considerado de alto risco
Definição
A dependência do álcool é um conjunto de fenômenos cognitivos e fisiológicos em que o uso do álcool se torna prioritário para a vida do indivíduo em relação a outras atividades e obrigações
Consumo prejudicial: refere-se ao consumo com prejuízos concretos para a saúde física e mental da pessoa: definido como consumo regular de mais de 40 g e 60 g de álcool diário em mulheres e homens, respectivamente
Consumo de risco: padrão de consumo de álcool que aumenta o risco de consequências adversas à saúde caso o hábito persista: seria o consumo regular de 20 a 40 g e 40 a 60 g de uso diário em mulheres e homens, respectivamente
É a dependência do consumo de álcool
Fisiopatologia
Os principais efeitos do alcoolismo crônico são fígado gorduroso, hepatite alcoólica e cirrose, que levam à hipertensão portal e aumentam o risco de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular.
Metabolismo do Álcool
Enzima álcool desidrogenase (ADH)
Citocromo P-450 (CYP2E1) e pelo sistema de enzima de oxidação microssomal (MEOS)
Álcool desidrogenase (ADH)
Acetaldeído
Oxidado pela enzima mitocondrial acetaldeído desidrogenase (ALDH)
Acetato
Inibe a oxidação de ácidos graxos e a gliconeogênese, promovendo o acúmulo de gordura no fígado
NADH
Tratamento
Medicamentoso
É indicado para:
Uso pesado atual e risco contínuo de consequências do uso
Nos termos do DSM-5, pacientes com transtorno de uso de álcool moderado a grave
Motivação para reduzir o consumo de álcool
Preferência por medicamentos junto com ou em vez de uma intervenção psicossocial
Sem contra-indicações médicas para o medicamento individual
Tratamento inicial para recém-diagnosticados sem contraindicação é sugerido a naltrexona em vez de acamprosato
Pode ser iniciada enquanto o indivíduo ainda está bebendo
As perspectivas de adesão favorecem a naltrexona (um comprimido uma vez ao dia ou injeção mensal)
Condições co-ocorrentes
Doença hepática
Acamprosato como melhor escolha
Insuficiência renal
Acamprosato (não é indicado para pacientes com doeça renal grave)
Uso de opióides com indicação clínica
Acamprosato
Má adesão
Naltrexona LAI
Abordagem psicosocial
Todos os pacientes com transtorno do uso de álcool devem ser incentivados a participar de algum tipo de tratamento psicossocial
Entrevista motivacional
Intervenção breve
Terapia cognitivo-comportamental
Tratamento residencial
Grupos de ajuda mútua
Gerenciamento de contingências
É necessário observar a gravidade do transtorno para iniciar o tratamento adequado
Transtorno leve
Tratamento inicial com uma ou mais intervenções psicossociais em vez de medicamentos
Transtorno moderado a grave
Combinação de medicamentos, intervenções psicossociais estruturadas, serviços sociais quando necessário e participação em um grupo de ajuda mútua, em vez de qualquer uma dessas modalidades individualmente.
Testes de toxicologia
Teste de etil glucuronídeo na urina
Transferrina e a gama-glutamil-transferase deficientes em carboidratos
Teste de urina
Resposta ao tratamento
Resposta robusta
Pacientes com transtorno de uso de álcool que mantêm a abstinência ou experimentam uma redução adequada do consumo excessivo de álcool
Continuar os tratamentos psicossociais por pelo menos seis meses e, idealmente, por 12 meses.
Tamento medicamentoso continuado por pelo menos um ano
Resposta inadequada
Existem poucas evidências para avaliar a falha, mas a natureza crônica da doença e a resposta esperada específica de cada tratamento podem auxiliar
Dissulfiram pode determinar nos primeiros dias
Naltrexona e acamprosato tem resposta mais longa, de dias a semanas
Tratamento psicossocial pode ser identificado após vários meses
Fatores de risco
Acomete mais frequentemente homens
História familiar
Distúrbios emocionais
Ansiedade, depressão
Fatores culturais
Fatores sociais
Início precoce
Problemas familiares, financeiro, de trabalho...