DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)
DEFINIÇÃO
MANIFESTAÇÃO CLÁSSICA:
Tosse crônica com expectoração associada a dispneia.
classificaçào do MRC (Medical Research Council),
Mesuração da Dispneia
0 tenho falta de ar ao realizar exercício intenso
1 tenho falta de ar quando apresso o meu passo, ou subo escadas ou ladeira
2 preciso parar algumas vezes quando ando no meu passo, ou ando mais devagar que outras pessoas de minha idade.
3 preciso parar muitas vezes devido à falta de ar quando ando perto de 100 metros, ou poucos minutos de caminhada no plano.
4 sinto tanta falta de ar que não saído de casa, ou preciso de ajuda para me vestir ou tomar banho sozinho.
DIAGNÓSTICO
AO EXAME FÍSICO
FATORES DE RISCO
- Tabagismo,
- Poluição domiciliar (fumaça de lenha, querosene),
- Exposição ocupacional a poeiras e produtos químicos ocupacionais.
- infecções respiratórias recorrentes na infância,
- suscetibilidade individual,
- Desnutrição na infância,
- Deficiências genéticas (1% falta de antitripsina)
tórax "em tonel", (hiperinsuflação🫁)
sibilos difusos, ⬇ MV
Achados de cor pulmonale
edema de MI, hepatomegalia, bulha pulmonar (B2) pode acontecer.
perda de peso: ⚠ NEO
considerar todos com fatores de risco.
sugerem o DX: Dispneia, tosse crônica e expecto-ração crônica
CONFIRMA: espirometria
(VEF1 / CVF <0,70)
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Asma: inicio PRECOCE, sintomas variam dia a dia, principalmente à noite ou inicio da manhã, história de rinite alérgica e/ou eczema atópico, histpria familiar de asma, melhora de exacerbação com broncodilatadores.
Classificação espirométrica da DPOC
Classificação de risco da DPOC
MANEJO DO PACIENTE COM DPOC
O tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qua-lidade de vida, prevenir progressão da doença, melhorar a to-lerância a exercícios, prevenir e tratar exacerbações e reduzir a mortalidade. É de extrema importância fazer a classificação de risco desses pacientes para estabelecer o tipo de tratamento. Vale ressaltar que a orientação para cessação do tabagismo é indicada em todas as fases, uma vez que piora a progressão da doença e é fator de risco para outras diversas.
GRUPO A: BR e poucos sintomas, LABA sob demanda. Pode +: LABA.
GRUPO B: poucos sintomas, risco baixo de exacerbações. (LABA) ou (LAMA).
NÃO resposta? pode +: broncodilatadores.
GRUPO C: Tem mais risco para exacerbações. LAMA, Pode +: LABA ou não.
- Roflumilaste: pode na bronquite crônica.
MANEJO DAS EXACERBAÇÕES
mudança súbita
⬆ Dispneia, sibilância, aperto no peito,
⬆ expectoração e na tosse,
Alteração da viscosidade e cor do escarro.
FEBRE no 25% 👤
DIAGNÓSTICO
Clínico, não necessitando de exames complementares.
Raio X de tórax: se não houver melhora com o tratamento prescrito.
Bacterioscopia e cultura de escarro: Após ATB sem melhora clínica.
CRITÉRIOS PARA HOSPITALIZAÇÃO
.Indicações para hospitalização em exacerbação da DPOC:
Aumento importante na intensidade dos sincomas, como:
- dispneia em repouso,
- cianose e edema periférico,
- falha no tratamento clínico inicial para exacerbação,
- arritmias cardíaca em idade acima de 65 anos,
comorbilidades graves
(cardiopatia, DM dependente de insulina, insuficiência renal ou hepática),
exacerbações frequentes (>4 em 12 meses),
suporte domiciliar inadequado,
incerteza no diagnóstico.
limitação do fluxo aéreo pulmonar, parcialmente reversível e geralmente progressiva.
⬇
causada por uma as-sociação entre:
- DÇ de pequenos brônquios (bronquite crônica obstrutiva) = excessiva produção de muco na árvore traqueobrônquica
tosse e expectoração na maioria dos dias por no mínimo três meses/ano durante dois anos consecutivos.
Destruição de parênquima (enfisema).
O enfisema pulmonar é definido anatomicamente como aumento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, com destruição das paredes alveolares, sem fibrose.
É caracterizada períodos de exacerbações – piora da sintomatologia com melhora após o tratamento farmacológico.
podendo ser progressiva, persiste, agravada por exercícios ou infecções respiratórias, em uma história com exposição de risco (geralmente tabagismo).
Obstrução ao fluxo de ar, e que ela persista após a administração de broncodilatador, evidenciando presença da limitação do fluxo aéreo.
O valor do VEF1 (volume expiratório forçado no 1 segundo) correlaciona-se com pior prognóstico da doença.
Insuficiência cardiáca congestiva: estertores crepitantes nas bases, dispneia paroxística noturna, ortopneia, edema de membros inferiores, ingurgitamento jugular, hepatomegalia, raio x do roráx geralmente revela aumento da área cardíaca, espirometria geralmente revela redução de volume sem obstrução.
Bronquiectasia: pode haver expectoração diária, geralmente associa a infecções bacterianas repetidas, eventualmente com estrias de sangue, crepitações grosseiras à ausculta pulmonar, raio x e tomografia e/ou espessamento parede brônquica.
Tuberculose: início em qualquer idade. Em crianças frequentemente forma miliar, raio x do tórax pode mostrar infiltrados pulmonares, cavitações, linfonodos, confirmação microbiológica (BAAR), local com alta prevalência de tuberculose e HIV.
TC TORAX
VACINAÇÃO
A indicação de vacinação é sempre indicada para os pacientes (anual de Influenza e cada 5 anos para Pneumococo)
REHABILITAÇÃO PULMONAR
INDI : TTO NÃO FARMAC
EXEPTO: (GOLD A)
OXIGENOTERAPIA EM CASA
- paO2≤ 55mmHg em repouso ou SatO2≤88% sem sinais de cor pulmonale.
- paO2≥59mmHg em repouso ou SatO2 entre 88-90% com sinais de cor pulmonale.
pode ser indicada em qualquer fase na vigência de hipoxemia arterial,
GRUPO D: Bastante sintomáticos, RAE.
LAMA + LABA,
pode Considerar: corticoide inalatorio (casos mais graves).
- Roflumilaste: bronquite crônica ou VEF1.
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
BRONCODILATADORES (BD):
CURTA DURAÇÃO: B2 agonistas: fenoteraol, salbutamol, terbutalino. Anticolinérgico: brometo de ipratrópio.
LONGA DURAÇÃO: B2 agonistas: formoterol, salmeterol. ANTICOLINÉRGICOS: brometo de tiotrópio (dose unica/dia).
CORTICOIDES inalatórios:
XANTINAS:Ultima linha, Teofilina
Broncodilatador de longa duração , ou seja, beta-agonista de longa duração
anticolinérgico de longa duração
pode +: associar
RAE: Risco Elevado para exacerbações
ANTICOLINÉRGICOS: Têm poucos sintomas adversos sistêmicos e se mostram muito seguros em via inalatória. O principal efeito colateral é a boca seca. Pode haver ainda gosto metálico. Em pacientes com glaucoma, tomar o cuidado de não haver contato dos olhos com a névoa da nebulização. O pico de ação é de 30 a 90 min e a duração varia de 4-6 horas. O tiotrópio é administrado em dose única diária. Sua apresentação é em pó, reduzindo risco de contato com os olhos.
CORTICOIDES: Os corticoides inalatórios (cl) em uso regular não reduzem a frequência de exacerbações e não melhoram a qualidade de vida para pacientes em estádios I e II. Não deve usar corticoide inalatório como monoterapia em DPOC.
XANTINAS: (última linha) Apresentam muitos efeitos colaterais e tê, efeito broncodilatador inferior ao das demais drogas. A dose terapêutica é muito próxima da dose de efeito tóxico. Teofilina pode ser associada a B2 – agonisa ou a anticolinérgico.
mudança súbita na característica basal da dispneia, tosse e/ou escarro que vai além das variações cotidianas desses pacien-tes.
Diminuir a frequência das exacerbações contribui para a diminuição do declínio da função pulmonar.
Oxigenação: se SatO2 < 90%, para manter saturação > 90%.
Broncodilatador inalatório: aumentar a dose e frequência do B2 de curta ação.
Não há diferença na eficácia entre spray (aerossol) com espaçador e nebulização com oxigênio. Pode ser adicionado anticolinérgico se habitualmente não utilizado.
Corticoide: deve ser prescrito corticioide sistêmico por curto tempo, sendo recomendado 30-40 mg/d de presnisona ou presnisolona 7-14 dias.
Antibiotico: Considerar o seu uso se houver: aumento no volume da expectoração, aumento na purulência, piora da falta de ar.
É necessário reconhecer os sintomas de exacerbação e avaliar sua gravidade para decidir se o tratamento poderá ser feito na unidade de saúde ou no hospital