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ANÁLISE DE ESTUDOS QUALITATIVOS CONDUZIDOS POR MÉDICOS - Coggle Diagram
ANÁLISE DE ESTUDOS QUALITATIVOS CONDUZIDOS POR MÉDICOS
PERCURSO METODOLÓGICO:
Pesquisa no Scielo:
No período de 2004-2013
Desenvolvido por médicos
Qualitativo
Avaliação periódica realizada pelo comitê de profissionais experientes
Artigos avaliados por pares, sendo um total de 1616 inicialmente
Os artigos selecionados tiveram, como base teórica, as diretrizes RATS de revisão de pesquisa qualitativa, e, a partir delas, uma tabela de pontuação com 15 itens:
3 categorias:
• A - Consistentes, quando atendiam suficientemente de 12 a 15 itens;
• B - Parcialmente analisados, apenas descritivos ou pouco consistentes, quando não havia transparência metodológica ou as interpretações eram insuficientes, atendendo de 8 a 11 itens;
• C – Inconsistentes ou não analisados, quando atendiam sete ou menos itens.
RESULTADOS:
135 artigos conduzidos por médicos
Em 82 os médicos eram autores
Em 53 os médicos eram co-autores
Textos qualitativos na área de saúde são minoria
Os médicos reconhecidos na busca possuem 12 areas de atuação, sendo as duas mais frequentes saúde publica (38,5%) e psiquiatria (34,8%),
Os artigos foram publicados em 28 periódicos de duas grandes áreas: Ciências da saúde (25) e Ciências humanas (3)
Algumas fragilidades encontradas em relação ao RATS:
Apresentaram, no primeiro conjunto de itens, poucas fragilidades
A descrição do percurso metodológico foi tratada equivocadamente por alguns autores como um tratado teórico sobre a opção metodológica utilizada.
Os aspectos éticos estiveram ausentes em 29 (21,5%) artigos que incluíam pesquisas com seres humanos.
ESTUDOS CONSISTENTES
Os artigos classificados na categoria A corresponderam a 64.4 % do total
Nenhum dos artigos recebeu a pontuação total dos 15 itens da tabela
Os pontos mais fragilizados foram os de contextualização histórico-espacial-social e limitação de estudo
Poucos artigos indicaram as limitações do estudo e muitos dos que contemplam esse item confundiram limitação de estudo com limitação de método.
DIFICULDADES:
Maioria de estudos qualitativos não são feitos por médicos
Escassez de periódicos por esse método na área de medicina
Cientistas sentem dificuldade em traduzir os estudos em uma linguagem acessível para todos os profissionais de saúde
ESTUDOS POUCO CONSISTENTES E OS PARCIALMENTE ANALISADOS:
Foram 32,6% dos artigos classificados na categoria B
Maioria perdeu por consistência metodológica, apresentando fragilidade tanto na análise quanto na interpretação dos resultados
O Item que menos foi pontuado foi de como se deu por registro da coleta de dados e aspectos éticos
Os
artigos parcialmente analisados
tiveram falhas, apresentando fragilidades da contextualização, interpretação e limitação de estudo
Estes seriam de melhor qualidade se houvesse uma política editorial que enfatizasse a importância dos estudos qualitativos e apresentasse diretrizes específicas para sua avaliação
ESTUDOS INCONSISTENTES:
Apenas 3% dos artigos foram classificados na categoria C
Devido à falta de experiência no campo, artigos sem justificação do objeto, inadequação de instrumentos de pesquisa e sem elaboração teórica são aceitos pelos pareceristas e classificados na categoria C
A maioria das inadequações de instrumentos de pesquisas nesses artigos avaliados apresentam falhas na formatação e padronização do estudo
DISCUSSÃO:
Um artigo qualitativo deve, de um lado, ser avaliado dentro das mesmas exigências metodológicas que convêm a qualquer trabalho acadêmico:
Que tenha objeto e objetivos claros
Que se apoie em revisão da bibliografia e em teorias reconhecidas
Que apresente procedimentos metodológicos condizentes
Que explicite os critérios classificatórios
Que mostre resultados baseados nos dados empíricos, interagindo com as reflexões científicas já existentes sobre o assunto de forma contextualizada
Que explicite claramente as limitações do estudo.
Críticas ao método:
Não pretensão de generalização de seus dados
Confiabilidade dos estudos, ou seja, a não pretensão de sua reprodutibilidade.
CONCLUSÃO - PESQUISA QUALITATIVA:
É importante na área medica para ampliação do conhecimento clinico e melhora da qualidade do atendimento
Permite compreender fenômenos dentro de seu contexto, estabelece ligações entre conceitos, crenças comportamentos e representações, gerando informações importantes para decisão medica em casos subjetivos com pacientes
Pode revelar insights crÍticos que ajudam a lidar com as deficiências do sistema de saúde