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O TEMPO DO DESIGN PARTICIPATIVO - Coggle Diagram
O TEMPO DO DESIGN PARTICIPATIVO
DESIGN E INOVAÇÃO SOCIAL
as necessidades e características da sociedade de hoje pedem aos designers uma atuação diferente do passado
o termo “Inovação Social” aqui usado refere-se a soluções multidisciplinares e flexíveis capazes de ir além dos limites institucionais, de gerar mudanças duradouras e de melhorar problemas sociais amplos
“Estratégia de Design” e “processos criativos colaborativos” hoje em dia emergem, portanto, como ferramentas necessárias e privilegiadas rumo a uma sociedade mais justa e à redução dos problemas sociais
INTRODUÇÃO
O artigo foca sobre um desses aspectos contextuais que determinam as
condições para a ação do designer: o tempo (objetivamente e subjetivamente)
O TEMPO NO DESENVOLVIMENTO DE UM PROJETO
o tempo pode ser considerado como fenômeno objetivo ou como um fenômeno social
ao considerar o tempo como fenômeno social, um projeto torna-se o resultado das instituições que atuam nele, porque cada uma é caracterizada por seu próprio tempo que, consequentemente, influencia o “tempo global”
o desalinhamento temporal é uma condição comum no desenvolvimento de experiências de Design participativas que visam a Inovação Social
a reflexão sobre o tempo em projetos de cunho social desenvolvidos no e com o local torna-se importante porque neles não predomina o tempo da indústria e do mercado, mas o das comunidades, dos contextos de vida e das dinâmicas sociais
CONCLUSÕES: O TEMPO NO PD
Os casos evidenciaram tanto a elevada complexidade a nível temporal quanto problemas ao nível de integração temporal das ações.
Neste cenário emergiram algumas divergências temporais que podem dificultar o designer na realização de projetos de Design participativo: divergências entre as normas temporais do Design e as normas do contexto e sua evolução; entre a velocidade de ação do designer e a velocidade de participação da população; entre as normas temporais do Design e as normas temporais das instituições parceiras; entre as normas temporais do Design e o tempo necessário à inserção no contexto.
O ritmo local
A pesquisa mostrou como o tempo que caracteriza a execução das ações de Design – o momento de realização, a velocidade e a duração das mesmas – não coincide com o tempo do contexto.
O tempo da mudança
evidenciou-se como nestas situações são prolongados os tempos de execução das ações e de mudança. Portanto, a ação precisa ser estruturada não só a partir das normas e expectativas temporais do Design, mas considerando as normas temporais de evolução do contexto também
A velocidade de participação
A análise
mostrou que, ao discutir o tempo necessário para a participação das pessoas, é preciso considerar as seguintes questões: a conscientização e a compreensão dos participantes em relação à questão proposta; o alcance da participação; bem como a preparação e familiarização em relação às técnicas e ferramentas de Design.
As normas temporais dos colaboradores
Evidenciou-se que as normas temporais deste tipo de parceiro diferem das do designer e que isso dificulta a colaboração, o entendimento das recíprocas ações e sua implementação.
ESTUDOS DE CASO
Design Participativo no Complexo de Favelas da Maré
um projeto foi desenvolvido entre março e outubro de 2012 pelos autores com o
objetivo de compreender melhor as dinâmicas de desenvolvimento de um projeto de PD em área urbanas que sofrem por marginalização e de aprofundar o potencial do Design de promover redes colaborativas locais e processos de cidadania ativa, ou seja, processos de Inovação Social
foram aplicados
métodos de criação participativos para renovar uma praça pública local que se encontrava em condição de degrado junto com a população
O objetivo de projeto foi
selecionado junto com o próprio parceiro com o fim de envolver os moradores locais no redesign do lugar, de empoderá-los através do processo de Design e de promover atitudes democráticas.
Ao longo de oito meses foram desenvolvidas três fases principais: uma fase de integração no contexto e na organização parceira, uma fase de seleção do objeto de projeto e definição das principais estratégias, e finalmente a fase de realização de dois encontros para discutir e promover atividades co-criativas
A experiências dos designers profissionais
Foram entrevistadas três designers que contaram suas próprias experiências no
desenvolvimento de projetos participativos: Fernanda de Oliveira Martins, Jeanine
Torres Geammal e Samara Tanaka.