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Doença Obstrutiva Arterial Periférica, Grupo 3: Laura, Jordana Miranda,…
Doença Obstrutiva Arterial Periférica
Definição
Obstrução variável do fluxo sanguíneo para os membros inferiores podendo ou não gerar sintomas, geralmente associado à aterosclerose das artérias que nutrem os membros
Fatores de risco associados a DAOP
Idade avançada
Hipertensão Arterial Sistêmica
Diabetes Mellitus em estágios avançados
Tabagismo
Obesidade (hipercolesterolemia) associada ao sedentarismo
Estreita relação entre a DAOP e as doenças coronárias
Informações epidemiológicas
Estima-se que na Europe e EUA existem 27 milhões de portadores da DAOP
Maioria é assintomática
De 4 a 6% dos portadores desenvolvem eventos cardiovasculares importantes.
Estudo de Makdisse, 2008, relatou que existe uma incidência de 34,4% entre os idosos acima de 75 anos que vivem na cidade de São Paulo.
Estudo de Carmo WB, 2007 relatou uma prevalência de 37,5% de DAOP dentre os portadores de doença renal crônica pré dialítica em MG.
No Brasil a estatística é estremamente falha ,mas estimas-se que existam cerca de 6 milhões de casos de DAOP na população, considerando a prevalência de 10,5% da população.
exame físico
Em pacientes sintomáticos e assintomáticos:
Palpação dos pulsos das áreas da extremidade inferior (femoral comum, poplítea, tibial anterior e tibial posterior), pulsos normalmente filiformes e fracos;
Em pacientes sintomáticos: Coloração, temperatura,integridade da pele do pé, e também a presença de ulcerações;
Em pacientes sintomáticos e assintomáticos:
Auscultação das artérias femorais;
Palpação abdominal e ausculta em diferentes níveis, incluindo os flancos, a região periumbilical e as regiões ilíacas;
Presença de claudicação intermitente
Em pacientes sintomáticos, a presença de pele fria
ou de pelo menos 1 sopro e qualquer anormalidade palpável no pulso pode ser indicativo de DAOP;
etiologia
A etiologia de uma obstrução periférica pode ser por
trombose arterial ou embolia arterial, sendo a trombose algo mais crônico e a embolia arterial algo mais agudo.
Normalmente, a presença de uma aterotrombose está relacionada com a presença de doenças no sistema cardiovascular e ela pode ser classificada.
FISIOPATOLOGIA
Decorrente de fenômenos ateroscleróticos sistêmicos
Há obstrução de vasos sanguíneos arteriais
Esses vasos são responsáveis por levar o sangue para nutrir extremidades do corpo
Os tecidos do membros são afetados, como músculos, nervos, ossos e pele
Acúmulo de placas de ateroma: gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação
Claudicação intermitente: mais frequente dos sintomas da DAOP
Redução de fluxo sanguíneo e oxigênio para os membros inferiores
Dor ou desconforto / sensação de câimbra durante a caminhada
OBSTRUÇÃO SÚBITA DO FLUXO ARTERIAL
COMPROMETIMENTO DA MICROCIRCULAÇÃO
ISQUEMIA TECIDUAL
PROCESSO INFAMATÓRIO E EDEMA
PROGRESSO DA OBSTRUÇÃO
PROGRESSÃO PARA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA
TROMBOSE PREGRESSIVA E PODE SEGUIR NA CIRCULAÇÃO
diagnóstico
exames laboratoriais
Coagulograma
avaliar hipercoagulabilidade
bioquimicos
hemograma
teste da esteira
Recomendados para fornecer evidência objetiva da
magnitude da limitação funcional de claudicação e medir a resposta à terapia;
índice tortozelo-braço
calculado pela divisão da maior pressão sistólica nas artérias do tornozelo pela pressão sistólica da artéria braquial, aferido com o indivíduo em decúbito dorsal, com uso de esfigmomanômetro e um aparelho portátil de ultrassom de ondas contínua.
exames de imagem
Ecodoppler
Eficaz em discriminar com precisão
vasos obstruídos, estenóticos e normais. Sua acurácia depende da experiência e habilidade do examinador.
Útil para avaliação pré-operatória para cirurgia de
revascularização endovascular em MMII.
Útil para avaliação pré-operatória para cirurgia de
revascularização endovascular em MMII.
Angiografia
A angiografia por subtração digita é
considerada padrão-ouro no diagnóstico de DAOP. No entanto por ser um método mais invasivo que os demais,
não deveria ser comumente aplicado como exame de rotina, particularmente em pacientes sem indicação
inicial de intervenção cirúrgica ou endovascular.
eletrocardiograma
Detectar a presença de arritmias;
Quadro Clínico
Membro ameaçado
A isquemia suficiente para ameaçar um membro ocorre quando o fluxo sanguíneo arterial é insuficiente para atender às demandas metabólicas dos músculos em repouso.
Úlceras
Pele brilhante, tensa , Perda de peso
Não cicatrização do ferimento devido a insuficiência no suprimento de sangue do tecido cicatrizante
Dores nos membros inferiores
Claudicação
Desconforto em grupo muscular induzido e aliviado com repouso
Dor atípica
Causado por diferentes graus de isquemia, provocado por atividade e aliviada com repouso.
Nádegas quadris
Coxas
Panturrilhas
Pés
Pacientes com ate 50 anos
Assintomáticos
20-50%
Redução de lipídeos, Controle da PA e abandono do cigarro
Dor na perna atípica
40-50%
Claudicação clássica
10-35%
CLASSIFICAÇÃO DA DAOP
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO RUTHERFORD
Estágio 1 - Claudicação leve;
Estágio 2 - Claudicação moderada;
Estágio 0 - Assintomático;
Estágio 3 - Claudicação grave;
Estágio 4 - Dor em repouso;
Estágio 5 - Úlcera isquêmica;
Estágio 6 - Úlcera isquêmica grave ou gangrena.
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO FONTAINE
Estágio 2 - 2a: Claudicação a distância >200m; 2b: Claudicação a distância < 200m;
Estágio 3 - Dor noturna e/ou em repouso;
Estágio 1 - Assintomático;
Estágio 4 - Úlcera isquêmica e/ou gangrena.
Grupo 3: Laura, Jordana Miranda, Isabela Ramos, Isadora Melo, Gabriel Duarte, Marcio Trevisan, Beatriz Oliveira, Lucas Pio, Livia Araujo, Miriam Dias, Brenda Granato