Paradoxo Falsídico
É aquele que, com base em um raciocínio falso, leva a resultados incorretos. Como exemplo, citamos o paradoxo do enforcamento inesperado, que ocorre na seguinte situação. Imagine que, no sábado, é decretado que determinado prisioneiro será enforcado na semana seguinte, ao meio-dia, e que o enforcamento acontecerá em um dia inesperado
O prisioneiro, então, chega à conclusão de que sua morte não pode acontecer no sábado seguinte, pois, na sexta-feira, depois do meio-dia, ele saberá o dia do seu enforcamento, ou seja, sábado, o que impede que o fato seja inesperado. Parece coerente, não? No entanto, seguindo esse raciocínio, ele conclui que seu enforcamento, pelo mesmo motivo, não pode acontecer em nenhum dia da semana. Afinal, em todos os dias, após o meio-dia, ele esperará que o ato aconteça no dia seguinte, o que eliminaria o caráter inesperado do fato.
Isso faz com que o prisioneiro, baseado nesse raciocínio, fique confiante de que não será enforcado. No entanto, na quinta-feira, ele é pego de surpresa quando o diretor da prisão decide que o enforcamento acontecerá nesse dia, já que, segundo o raciocínio falso do condenado, isso não poderia ocorrer. Consequentemente, seu raciocínio equivocado leva a um resultado incorreto, isto é, o seu enforcamento, que, segundo toda a lógica descrita, não aconteceria.
Paradoxo condicional
É aquele que depende da relação entre causa e consequência e gera, muitas vezes, um problema de difícil resolução, pois um fato originaria outro, que, por sua vez, originaria aquele, como se pode ver na pergunta: “O que surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?”. Se o ovo depende da galinha para existir, e a galinha depende do ovo para existir, o que surgiu primeiro?
Outro exemplo é o chamado paradoxo da predestinação. Ele se refere à viagem no tempo. Imagine que um viajante do tempo volte ao passado e acabe tendo uma filha com sua jovem avó, sem saber quem ela era. Essa filha é a mãe do viajante. Então, se o viajante não voltar ao passado, a sua existência torna-se impossível. Assim, ele depende de sua própria existência para existir. Se ele não existe no presente, não pode engravidar sua avó, no passado, e existir no futuro desse passado.