A diversidade cultural refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições, entre outros aspectos. O Brasil, por conter um extenso território, apresenta diferenças climáticas, econômicas, sociais e culturais entre as suas regiões. Os principais disseminadores da cultura brasileira são os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos. Posteriormente, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, poloneses, árabes, entre outros, contribuíram para a pluralidade cultural do Brasil.
Diversidades pelo mundo
Origem: China. O Chánzú — que literalmente significa “pés atados” — foi um costume seguido por mulheres chinesas durante mais de mil anos. A prática consistia em enfaixar os pés para evitar que eles crescessem e, assim, pudessem caber em sapatinhos de pouco mais de 7,5 centímetros. E para conseguir o resultado esperado, as chinesas eram obrigadas a começar a prender os pés bem cedo, normalmente quando ainda tinham entre 4 e 6 anos de idade. O procedimento envolvia deixar os pés de molho em água quente e, depois de algumas horas, bandagens umedecidas — que encolhiam depois de secas — eram atadas firmemente para segurar os dedos. Estes eram dobrados em direção à sola e, durante o processo, os ossos dos arcos dos pés eram fraturados. O ritual era repetido a cada dois dias e, basicamente, se resumia em ir quebrando os ossos conforme os pés iam crescendo. Além de extremamente doloroso, muitas coisas podiam dar errado. Se as unhas não estivessem bem aparadas, elas poderiam ferir a pele e causar infecções. Outro problema era a gangrena, que podia se instalar caso as bandagens estivessem apertadas demais. Isso sem falar que as fraturas muitas vezes provocavam inchaços e inflamações graves. O Chánzú foi banido em 1949, mas ainda existem chinesas com pezinhos minúsculos da época em que o costume era popular.
Origem: Madagascar. Famadihana é o nome de uma tradição funerária que consiste em levar os mortos para dançar. Segundo a crença do povo malgaxe, os espíritos dos defuntos somente se reúnem com seus ancestrais depois que seus corpos finalmente se decompõem completamente. Então, a cada sete anos aproximadamente, os familiares se dirigem ao cemitério, desenterram seus entes queridos e trocam os tecidos que envolvem os cadáveres. Depois, os corpos exumados são levados para dançar ao redor das sepulturas pelos parentes, e a cerimônia é animada por uma alegre banda de música, como você pode ver no vídeo acima. Além disso, os familiares também fazem oferendas em dinheiro, bebidas alcoólicas e, inclusive tiram fotos com seus mortos antes de enterrá-los novamente. O ritual é repetido periodicamente até que os ossos finalmente se desintegrem.
Origem: Índia. Este estranho ritual ocorre anualmente há centenas de anos, e é realizado por pessoas que pertencem à casta dos dalits, também conhecidos como “intocáveis”. A cerimônia consiste em esses pobres discriminados rolarem sobre os restos de comida deixados pelos brahmins — ou seja, monges e integrantes de castas superiores — do lado de fora do templo Kukke Subramanya. Com isso, os devotos acreditam que todos os seus males serão curados e problemas solucionados. Milhares de dalits participam do Made Snana todos os anos e, apesar de esta prática ser considerada humilhante e ter sido condenada por diversas organizações, os “intocáveis” se recusam a abandonar a prática por pura fé no ritual.