Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, SOI III -Professora: Michelle Alunos:…
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
DEFINIÇÃO
Hipertensão arterial é uma condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos > ou igual 140 e/ou 90 mmHg. Frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo e é agravada pela presença de outros fatores de risco: dislipidemia, obesidade e diabetes melito.
A HAS também pode ser definida como uma entidade clínica na qual o indivíduo apresenta níveis médios de pressão arterial que conferem um significado aumento do risco de eventos cardiovasculares.
DIAGNÓSTICO
Não existe um nível limiar rigidamente definido de PA que identifique pacientes com risco de doenças vasculares. As causas de hipertensão na maioria dos indivíduos ainda e desconhecida por ser uma doença multifatorial. Porem convencionalmente adotamos como pacientes com maior risco os que possuem um PA diastólica maior que 89 mmHg e PA sistólica maior que 139 mmHg
Diagnóstico. Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticar a hipertensão. Recomenda-se, pelo menos, a medição da PA a cada dois anos para os adultos com PA ≤ 120/80 mmHg e anualmente para aqueles com PA > 120/80 mmHg e < 140/90 mmHg
A avaliação inicial de um paciente com HAS inclui a confirmação do diagnóstico a suspeição e a identificação de causa secundária além da avaliação do risco CV. As lesões de órgão-alvo (LOA) e doenças associadas também devem ser investigadas. Fazem parte dessa avaliação a medição da PA no consultório e/ou fora dele utilizando-se técnica adequada e equipamentos validados história médica (pessoal e familiar) exame físico e investigação clínica e laboratorial.
Hipotensão ortostática deve ser suspeitada em pacientes idosos, diabéticos, disautonômicos e naqueles em uso de medicação anti-hipertensiva.
Assim, particularmente nessas condições, deve-se medir a PA com o paciente de pé, após 3 minutos, sendo a hipotensão ortostática definida como a redução da PAS > 20 mmHg ou da PAD > 10 mmHg
Primeira consulta
PA ≥ 140X90 com risco cardiovascular alto ou PA ≥ 180x110
Diagnóstico de HAS
Emergência/Urgência Hipertensiva
Encaminhar ao serviço de urgência
PA ≥ 140x90 com risco cardiovasculares baixo ou moderado
Consulta de retorno
Considerar MAPA
PA vigília < 135x85
Hipertensão do Jaleco branco
PAs 24h >130 ou PAd 24h > 80
Diagnóstico de HAS
Considerar MRPA
< 135x85
Hipertensão do Jaleco branco
PAs ≥ 135 ou PAd ≥ 85
Hipertensão
Pressão de consultório
<140x90
Normotenso (mascarada?)
PAs ≥ 140 ou PAd ≥ 90
Hipertensão (Jaleco branco?)
Exames Laboratoriais
Creatinina
Potássio
Glicemia em Jejum
Hemoglobina Glicada (HbA1c)
Ritmo de filtração glomerular estimado
Ácido úrico
Análise de Urina
ECG
Esses exames são importantes principalmente porque através deles a gente consegue investigar se há lesão de órgão alvo (LOA). Além disso, eles podem ser fundamentais para ajudar a determinar o risco cardiovascular do paciente até para levantar a suspeita de HAS secundária.
FISIOPATOLOGIA
Resulta
Hipertrofia Cardiaca
Aterosclerose
Insuficiência renal
Insuficiência Cardíaca
Cardiopatias Hipertensivas
Demência Vascular
Dissecção da Aorta
Patogenese da Hipertensao
Hipertensão Essencial
Múltiplas pequenas alterações na homeostase do sódio renal +/ou alterações no tônus ou estrutura da parede vascular podem levar a hipertensão arterial essencial
Fatores genéticos influenciam na regulação da PA
A baixa excreção de sódio com a PA normal pode resultar na hipertensão essencial...
Baixa excreção de sódio pode levar a um aumento no volume de liquido, aumentando o debito cardíaco e a vasoconstrição periférica e como consequência um aumento da PA
Influencia vasoconstritoras que podem levar a um aumento da resistência periférica resultando na hipertensão primaria
Hipertensão Secundaria
Hipertensão Renovascular
Estenose da artéria renal gera uma diminuição do fluxo glomerular e uma redução da pressão da arteríola aferente resultando na liberação de Renina
A renina converte a Angiotensina Plasmática em Angiotensina. Que por sua vez e convertida em Angiotensina 2 pela ECA.
A Angiotensina 2 promove
um aumento no tonus muscular
Estimula a secreção de Aldosterona pela adrenal
Reabsorção tubular de Sódio
Aumento do Volume sanguíneo ( aumento da PA)
Distúrbio morfológico genético
Afetando enzimas
do metabolismo da Aldosterona
Aumento da secreção de Aldosterona
Aumento da reabsorção de sal e agua
Expansão do volume plasmático
Hipertensao
FATOR DE RISCO
Fatores genéticos
Hábitos de vida
Tabagismo
Sedentarismo
Stress
Má alimentação
Etilismo
Alterações no metabolismo do sódio
Obesidade
Idade avançada ( acima dos 60 anos )
Diabetes melito
QUADRO CLÍNICO
Cefaléia
Dor na região da nuca
Tontura
Cansaço
Dispneia
Dor no peito
Astenia
Enjôos
Sangramento
TRATAMENTO
Hipertensos estágio 1, risco CV moderado ou baixo ou pré-hipertensão
Tentar terapia não-medicamentosa
Controle ponderal
Medidas nutricionais
Atividade fisica
Cessar tabagismo
Controle do estresse
Pré-hipertenso com história de DCV ou risco CV alto OU hipertensão estágio 2 ou 3 e/ou alto risco CV
Tratamento medicamentoso
Diuréticos
Redução do volume extracelular
Agentes de ação central
Estímulo dos receptores alfa2 dos mecanismos simpatoinibitórios
Betabloqueadores
Diminuição do DC, secreção de renina, qt de catecolamina nas sinapses nervosas
Bloqueio de receptores beta (noradrenalina)
Alfabloqueadores
Redução da RVP
Antagonistas dos receptores alfa adrenérgicos
Vasodilatadores diretos
Relaxam o músculo liso arterial, reduzindo RVP
Bloqueadores dos canais de Cálcio
Diminuem a entrada de cálcio nas células musculares lisas das artérias, diminuindo a RVP
Inibidores da ECA
Impedem que angiotensina I vire angiotensina II
Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA)
Antagonistas da angiotensina II por bloqueio de receptores AT1
Inibidores diretos da renina
Diminui a formação de angiotensina II
EPIDEMIOLOGIA
A pesquisa Vigitel 2018 destaca que as pessoas com menor escolaridade são as mais afetadas. Do público com menos de oito anos de estudo, 42,5% disse sofrer com a doença; dos com 9 a 11 de estudo, 19,4%; e 12 ou mais, 14,2%.
As capitais com maior prevalência são RJ (31,2%), Maceió (27,1%); JP (26,6%); BH (26,5%), Recife (26,5%), Campo Grande (26,0%) e Vitória (25,2%). E as com menores índices: São Luís (15,9%); Porto Velho (18,0%); Palmas e Boa Vista (18,6%).
Dados preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, também mostram que, em 2017, o Brasil registrou 141.878 mortes devido a hipertensão ou a causas atribuíveis a ela.
No Brasil, HA atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos e mais de 60% dos idosos.
Classificação
Pressão arterial normal: < ou igual a 120 x < ou igual a 80 mmHg
Pré-hipertensão: 120 - 139 x 81-89 mmHg
Hipertensão Estágio 1: 140-159 x 90-99 mmHg
Hipertensão Estágio 2: 160-179 x 100-109 mmHg
Hipertensão Estágio 3: > ou igual a 180 x > ou igual a 110 mmHg
Quando a PAS e a PAD situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação de PA
Hipertensão: ocorre quando as aferições repetidas de PA no consultório, MAPA, MRPA se encontram nos seguintes estágios:
Hipertensão do jaleco branco: caracterizada por valores anormais de PA no consultório, mas com valores considerados normais pela MAPA ou MRPA
Hipertensão mascarada: caracterizada por valores normais de PA no consultório, mas com PA elevada pela MAPA ou MRPA
Hipertensão Sistólica isolada: situação definida como PAS aumentada com a PAD normal
ETIOLOGIA
Em 90 a 95% dos casos, a HAS é primária e tem causa desconhecida
Em 5% a hipertensão é secundária, ou seja, são identificados doenças responsáveis
SOI III -Professora: Michelle
Alunos: Alisson, Elza Thereza, Fernanda, Isabela,Lailla e Nara