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Paralisia Facial, GRUPO 1, Nervos Cranianos, Fontes: Livro Angelo Machado …
Paralisia Facial
DIAGNÓSTICO PARALISIA FACIAL
Queixas que condizem à PFPI
As queixas surgiram em um curto espaço de tempo (1-2 dias).
Mudança no paladar, diminuição da salivação, diminuição do lacrimejamento,
hipersensibilidade a sons, (leves) distúrbios da fala e/ou deglutição
Dor ligeira dentro ou em torno do ouvido.
Queixas que não se encaixam à PFPI
Gerais: sintomas ocorrem após um recente trauma (do crânio); déficit com progressão lenta e gradual (consistente com um tumor no decurso do nervo facial ou colesteatoma); dor grave (condizente com herpes zoster, tumores, otite externa
maligna, otite média).
Na região otorrinolaringológica: perda auditiva, tontura, zumbido (condizentes a otite média, colesteatoma, tumor, herpes zoster); corrimento do ouvido, febre (combinando
com otite média, otite externa maligna).
Na região neurológica: dor de cabeça, rigidez do pescoço/nuca (condizentes a patologia do sistema nervoso central); déficit na força ou falta de coordenação em braço e/ou perna (condizentes a patologia do sistema nervoso central); visão dupla,
diminuição da sensibilidade na face (condizente com diversos distúrbios neurológicos com múltiplos déficits de nervos cranianos); sintomas ocorrem após uma picada de carrapato com eritema migratório, dor nas articulações, extremidades ou tronco, febre (condizente com borreliose de Lyme).
EXAME FÍSICO
Distinguir entre uma causa central ou periférica da paralisia facial. Em uma causa central
apenas a metade inferior da musculatura facial é afetada.
função da musculatura facial;
assimetria da face;
irritação meníngea (tais como rigidez de nuca)
coordenação e força de braços e pernas;
função de outros nervos cranianos;
Se a paralisia facial periférica é estabelecida, examinar
orelha, o canal auditivo e as membranas mucosas da boca e da língua com a presença
de vesículas;
o ouvido, para os sinais de uma otite média, otite externa, a presença de um tumor ou
colesteatoma;
a cavidade oral, região das tonsilas e pescoço para a presença de um tumor;
a possibilidade de fechamento das pálpebras e vermelhidão da conjuntiva
Definição
É a perda parcial ou completa da função motora dos músculos da mímica facial, sendo decorrente de lesões centrais ou periféricas.
Etiologia
Idiopática
Paralisia De Bell
Risco aumentado durante a gravidez
Não há predileção por raça, região geográfica ou gênero
Diabetes está presente em aproximadamente 5 a 10 % dos pacientes
A idade média de ocorrência é por volta dos 40 anos
Traumática
Trauma Craniano
Infecciosa
Síndrome de RamsayHunt
Doença de Lyme
Otite Média
Mastoidite
Meningite
Neoplásica
Neurinoma de Acústico
Metástases
Congênita
Síndrome de Mobius
Síndrome de Melkersson-Rosenthal
Miscelânea
Esclerose Múltpla
Miastenia de Graves
Síndrome de Guillain-Barré
Manifestações Clínicas
início súbito - é agudo, com manifestação sintomática clara em um ou dois dias.
unilateral.
flacidez da sobrancelha
incapacidade de fechar os olhos
desaparecimento da prega nasolabial
queda no canto afetado da boca, que é desenhado para o lado não afetado
diminuição do lacrimejamento
hiperacusia
perda do paladar nos dois terços anteriores da língua
sofrimento psicológico
restrição nas atividades sociais
sinal de Bell
Tratamento
Fonoaudiologia
Costuma regredir sem tratamento, à medida que o inchaço do nervo diminui espontaneamente
Fisioterapia-estimular a musculatura da mímica facial, da mastigação e da fala.
Depende do tipo e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial
Medicamentos
Corticóides
Tampões para manter o olho fechado- evitar lesões graves na córnea
Colírios lubrificantes (lágrimas artificiais)
Complicação
Incapacidade para piscar ou fechar o olho pode causar lesões permanentes na córnea que levam a graves problemas de visão, inclusive cegueira
Transtornos funcionais e estéticos que, interferem na qualidade de vida
Ressecamento do olho que permanece aberto no lado paralisado
Reflexos no seu desempenho social, psicológico e profissional
Fisiopatologia
Perineuro edematoso espessado
Infiltrado difuso de células inflamatórias pequenas e arredondas entre os feixes nervosos e ao redor dos vasos sanguíneos
Bainhas de mielina sofrem degeneração
Provável ativação do vírus Herpes simplex
Mecanismos alternativos
Predisposição genética
Isquemia do nervo facial
GRUPO 1
Luciana
Marina Souza
Gabriel Simiema
Wanderson
Marianna Tonaco
Marianne Moraes
Ellen
Tutora: Dr Myrlena
Nervos Cranianos
Os nervos cranianos exercem funções sensitivas e motoras. A função é determinada conforme as estruturas inervadas por cada par.
VII Facial
Paresia ou plegia da hemiface ipsilateral, prejudicando a mímica facial.
hemiface completa (paralisia
periférica, lesão do nervo facial)
hemiface inferior (paralisia
central, lesão cerebral)
Nervo Misto
inervação motora para todos os músculos cutâneos da cabeça e pescoço.
III- Nervo oculomotor- Motor
IV- Nervo troclear-motor
VI- Nervo abducente- Motor
Diplopia que aumenta com olhar para o lado da lesão;
Estrabismo (desvio do olhar) contralateral ao olho acometido (ou seja, o desvio
é medial).
XI- Nervo acessório- Motor
XII- Nervo hipoglosso- Motor
Paralisia com atrofia da língua ipsilateral;
Desvio da língua ipsilateral à lesão, pois o músculo genioglosso contralateral
empurra a língua para o lado da lesão.
Paresia do músculo esternocleidomastoideo (ipsilateral);
Paresia do músculo trapézio (ipsilateral);
Diplopia que melhora ao inclinar a cabeça em sentido contralateral ao olho
acometido;
Diplopia (visão dupla);
Ptose palpebral (queda da pálpebra, dificuldade na abertura ocular);
Estrabismo (desvio do olhar);
Miose não responsiva à luz (alteração do reflexo fotomotor).
Fontes: Livro Angelo Machado ; Artigos; UpTodate