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História da Geografia (Nascimento da geografia moderna (A geografia…
História da Geografia
Nascimento da geografia moderna
Fim do século XVIII/Início do século XIX
Até o final do século XVIII, não é possível falar de conhecimento geográfico
Origem comum, positivismo
Circunscrição de todo trabalho científico ao domínio da aparência dos fenômenos.
Estudos devem restringir-se aos aspectos visíveis do real, mensuráveis, palpáveis
Métodos de análise oriundos das ciências naturais
Necessidade de condições históricas
Constituição do modo de produção capitalista
Conhecimento efetivo da extensão real do planeta.
O conhecimento da dimensão e da forma real dos continentes
Grandes navegações
Existência de um repositório de informações sobre variados lugares da Terra.
Formação de uma base empírica, para a comparação em Geografia.
Alexander von Humboldt (1769-1859)
“Relato da viagem às terras equinociais do novo mundo” (1807)
“Cosmos – Esboço de uma física do mundo” (1845/1862)
Geografia seria uma disciplina eminentemente sintética
Conexão entre os elementos, e busca, através dessas conexões, a causalidade existente na natureza
Carl Ritter
“A ciência da terra em relação com a Natureza e a história da humanidade” (1816/1859)
bases do determinismo geográfico
Conceito de “sistema natural”
Área delimitada dotada de uma individualidade
Geografia deveria estudar estes arranjos individuais, e compará-los.
Meta: Chegar a uma harmonia entre a ação humana e os desígnios divinos, manifestos na variável natureza dos meios
Cada arranjo abarcaria um conjunto de elementos, representando uma totalidade,
Homem seria o principal elemento.
Busca da individualidade dos lugares
Friedrich Ratzel
“Antropogeografia” (1882/1891) e o determinismo geográfico
Sociedade é um organismo que mantém relações duráveis com o solo, manifestas, por exemplo, nas necessidades de moradia e alimentação.
O homem precisaria utilizar os recursos da natureza, para conquistar sua liberdade, que, em suas palavras, “é um dom conquistado a duras penas”.
O progresso significaria um maior uso dos recursos do meio, logo, uma relação mais íntima com a natureza. Quanto maior o vínculo com o solo, tanto maior seria para a sociedade a necessidade de manter sua posse.
É por esta razão que a sociedade cria o Estado, nas palavras de Ratzel: “Quando a sociedade se organiza para defender o território, transforma-se em Estado”.
A análise das relações entre o Estado e o espaço foi um pontos privilegiados da Antropogeografia.Para Ratzel, o território representa as condições de trabalho e existência de uma sociedade.
A perda de território seria a maior prova de decadência de uma sociedade. Por outro lado, o progresso implicaria a necessidade de aumentar o território, logo, de conquistar novas áreas.
Elabora o conceito de “espaço vital”
Proporção de equilíbrio entre a população de uma dada sociedade e os recursos disponíveis para suprir suas necessidades, definindo assim suas potencialidades de progredir e suas premências territoriais
“Geografia Política” (1897)
Vidal de la Blanche
Em virtude do imperialismo e expansionismo do pensamento de Ratzel, era necessária uma resposta da França
“Tableau de la géographie de la France” (1903)
A noção de gênero de vida e o possibilismo
Vidal de La Blache definiu o objeto da Geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva de paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o.
As necessidades humanas são condicionadas pela natureza, e que o homem busca as soluções para satisfazê-las nos materiais e nas condições oferecidos pelo meio.
A teoria de Vidal concebia o homem como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que o envolvia, criando, no relacionamento constante e cumulativo com a natureza
A este conjunto de técnicas e costumes,construído e passado socialmente, Vidal denominou “gênero de vida”
Vidal argumenta que, uma vez estabelecido, o gênero de vida tenderia à reprodução simples,isto é, a reproduzir-se sempre da mesma forma
por exemplo, uma sociedade com escassos recursos disponíveis, criaria normas sociais – tabus alimentares, infanticídio, etc. – para manter seu equilíbrio.
Alguns fatores poderiam agir, impondo uma mudança no gênero de vida.
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A diversidade dos meios explicaria a diversidade dos gêneros de vida
Neste processo, de trocas mútuas com a natureza, o homem transforma a matéria natural, cria formas sobre a superfície terrestre: para Vidal, é aí que começa a“obra geográfica do homem”.
Assim, na perspectiva vidalina, a natureza passou a ser vista como possibilidades para a ação humana; daí o nome de Possibilismo dado a esta corrente por Lucien Febvre.
A geografia quantitativa/teórica/ nova geografia
Construção de uma geografia científica
Importância da modelagem matemática
Modelos espaciais: localização e distância
Influência do pensamento econômico liberal
A Geografia Pragmática efetua uma crítica apenas à insuficiência da análise tradicional. Não vai aos seus fundamentos e à sua base social. Ataca, principalmente, o caráter não-prático da Geografia Tradicional.
seu intuito geral é o de uma “renovação metodológica”, o de buscar novas técnicas e uma nova linguagem, que dê contadas novas tarefas postas pelo planejamento. A finalidade explícita é criar uma tecnologia geográfica, um móvel utilitário.
o temário geográfico poderia ser explicado, totalmente com o uso de métodos matemáticos.
Geografia Crítica
Valorização do conteúdo social do espaço
Incorporação de um discurso político
“Terceiromundismo”
Influência marxista
A Geografia Crítica tem suas raízes na ala mais progressista da Geografia Regional francesa.
Proposta era a de executar um tipo de análise, que colocasse a descoberto as contradições do modo de produção capitalista, nos vários quadros regionais.
Ensejava assim uma Geografia de denúncia de realidades espaciais injustas e contraditórias.
Esta proposta veiculava um ideal humanista e conseguia um peso político, em função de sua potencialidade de constatação e divulgação da manifestação espacial de problemas sociais.
A geografia humanista (a partir da década de 1970)
Valorização da subjetividade na relação com o espaço
Dimensão cultural
Projeção de valores
Relações de pertencimento
“Topofilia/topofobia”
Milton Santos argumenta que é necessário discutir o espaço social, e ver a produção do espaço como o objeto.
Toda sua proposta será então uma tentativa de apreendê-lo, de como estudá-lo.
Ele é um fato social, um produto da ação humana, uma natureza socializada, que pode ser explicável pela produção.
Afirma, entretanto, que o espaço também é um fator, pois é uma acumulação de trabalho, uma incorporação de capital na superfície terrestre, que cria formas duráveis, as quais denomina “rugosidades”.
Milton Santos argumenta que toda atividade produtiva dos homens implica numa ação sobre a superfície terrestre, numa criação de novas formas
“produzir é produzir espaço”
A organização do espaço é determinada pela tecnologia, pela cultura e pela organização social da sociedade, que a empreendem.
Na sociedade capitalista, a organização espacial é imposta pelo ritmo de acumulação.
Dotação diferencial de instrumentos de trabalho, na superfície do planeta, uma fixação de capital no espaço, obedecendo a uma distribuição“desigual e combinada”.
Os lugares manifestam uma combinação de capital,trabalho, tecnologia e trabalho morto, expresso nas “rugosidades”.
A unidade de análise do geógrafo deve ser o Estado Nacional, pois, só levando em conta esta escala, pode-se compreender os vários lugares contidos em seu território.
O Estado é o agente de transformação, de difusão e de dotação.
Intermediário entre as forças internas e externas.
Não é passivo, orientando os estímulos e é o grande criador das“rugosidades”.
O Estado manifesta o modo de produção, nas várias porções da Terra e é por este determinado
Passa a sua lógica ao estabelecer e dirigir a ordem espacial.