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BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA (BVA) (Etiologia e epidemiologia (Ocorre durante…
BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA (BVA)
Obstrução inflamatória das pequenas vias aeríferas
Etiologia e epidemiologia
Ocorre durante os primeiros 2 anos
Pico de incidência entre 2 e 5m
Principal agente: VSR
:warning: As infecções não conferem imunidade completa, sendo comum as reinfecções
Crianças maiores e adultos não apresentam o quadro clássico
Transmissão: contato direto ou indireto com secreções contaminadas (gotículas ou fômites)
Período de incubação: 2 a 8 dias
Período de disseminação: 3 a 8 dias
Outros: influenza, rinovírus, parainfluenza, adenovírus, micoplasma, metapneumovírus
Infecções bacterianas secundárias aumentam a morbimortalidade
:arrow_up: risco para asma brônquica
Casos predominam no outono e inverno :fallen_leaf: :snowflake:
Manifestações clínicas
Pródromos (3-4 dias):
Febre baixa, coriza, tosse coqueluchoide
Quadro clínico :red_flag:
Sibilância
Dificuldade respiratória
Taquipneia
Grave
Dispneia progressiva
Batimento de asa do nariz
Cianose com falência respiratória
Hipoxemia :arrow_right: Apneia em prematuros
Retração torácica
Assincronia toracoabdominal
Fatores de risco
criança "muito doente" ou "toxêmica"
oximetria < 95% em repouso
IG < 32s
FR < 70 ipm
RX tórax com atelectasias
idade < 3 meses
Exame físico
Estertores finos
Sibilos francos
Tempo expiratório prolongado
Hiperinsuflação dos pulmões
Palpação do fígado e baço
Doença heterogêna
Lesões no epitélio bronquiolar
Resposta imune e inflamatória do hospedeiro
Comprometimento do desenvolvimento normal das pequenas vias aeríferas a médio e longo prazo
Evolução autolimitada e benigna (12 dias)
Diagnóstico
Bronquiolite recorrente é rara :arrow_right: DD lactente sibilante
RX de tórax
Indicações:
lactentes com angústia respiratória aguda
Achados
:arrow_up: volume torácico, pulmões hiperinsuflados com atelectasia focal
:!: Meio para discriminar bronquiolite e pneumonia viral
Exames laboratoriais
Isolamento do vírus
Imunofluorescência indireta
Amostra:
aspirado de nasofaringe ou swab nasal
Fatores de risco
Tenra idade (entre 1 e 3m)
Baixo peso ao nascimento
Desnutrição
Frequenta creches
:arrow_up: habitantes/cômodo
Ausência de aleitamento materno
Gênero masculino
Irmãos em idade pré-escolar
Fumantes no domicílio
Patogenia
Lactente :baby_bottle:
Superfície de trocas gasosas incompleta
Alta resistência aérea
FR elevada
Diminuição dos anticorpos maternos
Pouco desenvolvimento das defesas individuais
Fatores
Tropismo
Virulência
Calibre das vias aeríferas
Resposta imunológica
Inoculação na superfície da mucosa nasal
Acometimento das VA superiores
Disseminação para VA inferiores
Mecanismos de lesão
efeito citopático viral direto
interação celular vírus-hospedeiro
mecanismos imunológicos
Resposta imunológica :explode:
Inflamação :arrow_right: Edema
Conteúdo luminal preenchido por secreções e detritos
Limitações ao fluxo de ar
Hiperinsuflação
Atelectasias
Desequilíbrio da ventilação/perfusão :arrow_right: Hipoxemia
Broncoconstrição
Contração do músculo liso
Anormalidades dos sistemas adrenérgico e colinérgico e Nanc
Achados
:
Coexistência de IgG e antígenos de VSR
Sibilância :arrow_right: IgE e :Arrow_up: histamina
:!: Doenças mais graves nas crianças que receberam vacinas de vírus inativado
:!: Fatores do hospedeiro são responsáveis pelo quadro de bronquiolite grave, e não as complicações da BVA
Ex.: associação com hiper-responsividade brônquica (HRB)
Tratamento
:!::house: Ambulatorial, na maioria dos casos
Sintomático
Controle da temperatura
Status hídrico e nutricional
Acompanhamento da evolução
Hospitalização :hospital:
Gravidade do sofrimento respiratório
Presença de fatores de risco
Medidas gerais
oxigenoterapia
hidratação
mínimo manuseio
identificação precoce
tratamento das complicações
suporte ventilatório
Medidas gerais
Mínimo manuseio
Tratar a hipertermia
Elevar a cabeceira do leito
Desobstrução nasal (higiene e aspiração)
Lavar as mãos antes e após o contato
Cuidado com a destinação das secreções e materiais contaminados
:warning: Medidas de isolamento
Aporte hídrico
:no_entry: Suspenso se quadro de sofrimento respiratório progressivo, com risco de falência respiratória
Ajustes de acordo com evolução da doença e potenciais complicações
Monitoração clínica e laboratorial
Alternativa: sonda nasogástrica e/ou enteral
:red_cross: Fisioterapia = não efetiva
Medidas farmacológicas
:red_flag: Oxigênio
Aquecido e umidificado
Monitoração contínua por oximetria de pulso
Indicação :arrow_right: baixa SaO2 ou "O2 para conforto"
:red_flag: Broncodilatadores
Beta-2-agonistas
:arrow_right: Salbutamol
:!?: Dificuldade da avaliação de efetividade
Uso comum X prescrição não padronizada
Pode-se adotar na terapêutica inicial, suspendendo se não houver melhora ou em presença de sinais de deterioração
Alfa-adrenérgicos
:arrow_right: Adrenalina
Droga broncodilatadora
:check: Pode ser benéfica: reduz o risco de internação, melhora na resistência da via aérea, redução da necessidade de O2, da FR e da sibilância
Fatores limitantes: dose ideal, intervalo e terapêutica prolongada
:red_flag: Corticosteroides
:!?: Benefício controverso, relacionado com ação anti-inflamatória
Não indicados na fase aguda de BVA
Sistêmicos => sem efetividade :red_cross:
:red_flag: Solução salina hipertônica
Hidratação das vias aeríferas, melhora o
clearence
mucociliar
:red_flag: Terapia antiviral
Ribavirina
Pode ser
considerada
se bronquiolite grave por VSR ou pacientes com risco de doença grave
Macrolídeos
:check: Claritromicina = anti-inflamatório
:red_cross: Azitromicina = não efetiva
Suporte ventilatório
Candidatos
Idade < 3m
Displasia broncopulmonar
Cardiopatias congênitas
Desnutrição proteico-calórica
Bronquiolite intra-hospitalar
Duração: 5-15 dias
Uso de FR baixa (20 ipm)
Tempo expiratório mais longo (devido à obstrução)
Pressão inspiratória: 30-35 cmH2O
SaO2 > 90%
Pressão expiratória positiva final limitada a níveis fisiológicos
Ventilação não invasiva = :arrow_down: mortalidade
Complicações
:!: Febre elevada não é comum :arrow_right: sinal de alerta para complicações
Respiratórias, infecções, problemas cardiovasculares, alterações eletrolíticas
Mais frequentes em prematuros (*IG: 33-35s) , alterações cardíacas congênitas e outras anomalias congênitas
Bronquiolite obliterante (BO)
Sinais respiratórios persistentes e sintomas obstrutivos
BVA por adenovírus
Hiperreatividade brônquica (HRB)
Obstrução e dilatação dos bronquíolos terminais, com bronquiectasias
Piora clínica do chiado e insuficiência respiratória por fatores ambientais
Mortalidade baixa :arrow_right: associada a menores faixas etárias e ventilação mecânica
:arrow_up: suscetibilidade a aspirações, incoordenação da deglutição, favorecer regurgitações (RGE)
Radiologia :arrow_right: pneumonias, atelectasias, adenomegalias, pneumotórax, penumomediastino, insuficiência respiratória.
Causa mais frequente de internação em lactentes
Prevenção :bulb:
IG humana específica :arrow_right: Palivizumabe
via IM, 15mg/kg, aplicação mensal, 5 doses, durante o período de maior risco
Indicações
prematuridade, doença cardíaca, pulmonar ou na presença de fatores de risco